Publicidade

Estado de Minas

Ciclovia que disputa espaço com carros na Lagoa da Pampulha é criticada por ciclistas

Os amantes do pedal afirmaram que o número de acidentes aumentou na região por causa da nova ciclovia que foi inaugurada no final de 2013


postado em 29/04/2014 16:46 / atualizado em 29/04/2014 17:40

Nova ciclovia é em uma faixa da Avenida Otacílio Negrão de Lima próximo aos carros(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press. )
Nova ciclovia é em uma faixa da Avenida Otacílio Negrão de Lima próximo aos carros (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press. )

Menos de um ano após ser inaugurada, a nova ciclovia no entorno da Lagoa da Pampulha voltou a ser criticada por ciclistas nesta terça-feira. O espaço reservado para os adeptos do pedal atualmente é na margem da rua, próximo a passagem dos carros. Essa é o principal ponto criticado pelos ciclistas que apontam a falta de educação de alguns motoristas que invadem a demarcação e também trafegam em alta velocidade, aumentando os riscos de acidentes. A situação foi discutida em audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta manhã.

O trecho de sete quilômetros foi construído para complementar uma ciclovia já existente de 11,5 quilômetros está localizada na calçada. O diretor de Meio Ambiente da Associação Pró-Civitas dos bairros São Luiz e São José, Fábio Souza Melo, afirmou que os moradores deram várias sugestões para a BHTrans, porém nenhuma foi acatada. “O projeto implementado está provocando graves acidentes e precisa de uma solução imediata”, disse.

O ciclista Rogério Marques Pacheco também ressaltou que o espaço destinado aos amantes do pedal é pequeno, o que gera vários acidentes. “A região da lagoa se transformou em uma zona de conflitos. O espaço é muito estreito para convivência entre carros e ciclistas”, criticou.

A BHTrans afirmou que as sugestões propostas foram analisadas, mas não tiveram como ser atendidas. “A melhor forma seria, realmente, colocar a ciclovia no passeio ou avançar para o espelho d'água, mas essas opções não foram possíveis”, disse a superintendente de Desenvolvimento de Projetos e Educação da BHTrans, Eveline Trevisan. A superintendente admitiu que “a ciclovia entra em conflito com motoristas em alta velocidade”. Para tentar solucionar esse problema, ela acredita que seja preciso fazer uma campanha de sensibilização para motoristas respeitarem o limite de velocidade no local.

O deputado estadual Gilberto Abramo (PRB), que solicitou a audiência, criticou as medidas propostas pela a BHTrans. “Falta fiscalização. Nunca vi a BHTrans fazendo esse procedimento no local”, criticou.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade