Segundo o processo, ele se envolveu em um assalto em 22 de dezembro de 2004 dentro de uma pizzaria e churrascaria em Contagem. Ele roubou dinheiro, celular, documentos pessoais, talão de cheque e cartão bancário de clientes do local. No mesmo local, Trigueiro roubou uma pochete contendo várias folhas de cheques de terceiros e de um homem identificado pelas iniciais D.F.A. Em seguida, ele atirou na nuca da vítima e fugiu. O cliente morreu.
Inicialmente, o acusado negou a autoria dos crimes e disse nunca ter estado no local do assalto, e que não tinha nenhuma arma. Trigueiro também alegou que os reconhecimentos realizados pelas testemunhas não poderiam ser considerados, pois foram feitos muitos anos depois do crime. No entanto, o desembargador Jaubert Carneiro Jaques, relator do processo, afirmou que as vítimas não tiveram dificuldades em reconhecer Trigueiro como autor do crime.
“Sendo assim, as palavras das vítimas devem ser consideradas aptas e seguras, não havendo qualquer possibilidade de que as mesmas tivessem intenção de incriminar um inocente, mesmo porque não faria sentido em esperar tanto tempo para proferir uma acusação falsa, sendo que poderiam ter atribuído a responsabilidade pela autoria do delito a qualquer um, se fosse o caso”, concluiu o desembargador.
Marcos Antunes Trigueiro já se encontra preso. Em 2012, ele foi condenado a 36 anos e quatro meses de prisão por estrangular, violentar e roubar o celular da contadora Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, de 35 anos, em 2009. A pena será somada aos 62 anos e quatro meses de reclusão dos crimes que já haviam sido julgados. Ele já havia sido condenado em junho de 2010 a 34 anos e quatro meses de prisão por ter estuprado e assassinado Ana Carolina Menezes, de 27 anos. Também no mesmo ano, foi sentenciado a mais 28 anos de detenção pelos crimes cometidos contra Maria Helena Lopes Aguilar, de 48 anos. O crime aconteceu em setembro de 2009 no Bairro Califórnia, Região Noroeste de Belo Horizonte. .