Tiradentes - Desde que a Mostra de Cinema de Tiradentes passou a focar sua programação no cinema contemporâneo de autor, não apenas a exibição, mas também o debate do dia seguinte passou a ser tão essencial quanto o filmeAfinal, se vemos na tela apostas de linguagem, muitas escolhas precisam ser explicadas, debatidasÉ o que se espera da participação da diretora Ana Moravi no encontro marcado para as 10h30 da manhã desta quinta no Centro Cultural Yves Alves.
O longa A mulher que amou o vento, exibido no Cine Tenda na noite desta quarta, é um dos concorrentes da mostra AuroraO filme deixa claro o interesse da cineasta na pesquisa das imagens, mas é demasiadamente abstrato na construção da narrativaA história sobre uma mulher que se apaixona pelo vento flerta com as as artes plásticas, com a dança, mas as cenas, apesar de belas, acabam se tornando alegóricasEm casos assim, nada como ouvir os criadores.
Na sessão de curtas, dois filmes se destacaram na Mostra PanoramaUm deles foi Tremor, ficção de Ricardo Alves Jr e o outro O pracinha de Odessa, um documentário dirigido por Luis Felipe LabakiCom estrutura tradicional, trata-se de um retrato oportuno sobre o ensaísta e tradutor de língua russa Boris Schnaiderman.
OFICINAS
Na noite desta quarta as equipes de filmagem das oficinas também invadiram as ruas de TiradentesOs alunos do curso Por trás das câmeras vão adaptar o texto Passando o tempo, de um dos moradores de TiradentesAs primeiras cenas foram rodadas nas imediações da igreja matrizO resultado poderá ser visto no próximo sábado, as 17h45.
(A repórter viajou a convite da Mostra de Cinema de Tiradentes)