Jornal Estado de Minas

Depois da chuva, chega o calor de 33,1 graus em BH

Especialistas dizem que sensação térmica alcançou 42 graus. Defesa Civil alerta para baixa umidade relativa do ar

Jefferson da Fonseca Coutinho
Para se refrescar, crianças e adolescentes nadaram na Barragem Santa Lúcia - Foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press

Está quente e pode piorarDe acordo com especialistas, já chegou a 42 graus a sensação térmica dos primeiros dias do anoNa tarde de sexta-feira, na Região da Pampulha, a medição oficial registrou 33,1 graus, enquanto os termômetros espalhados pela cidade indicavam 35 graus, devido à presença de massa de ar seco sobre a Região Metropolitana de Belo HorizonteA umidade relativa do ar na casa dos 30%, podendo chegar aos 20%, fez com que a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) publicasse nota de alerta à população, desaconselhando exposição ao sol entre as 10h e as 17h.

O forte calor de ontem levou Vinícius Angelo, de 29, a armar a piscina portátil no Parque Jornalista Eduardo Couri, no Bairro Santa Lúcia, na Região Centro-SulNa pequena arena azul, com 2,5 mil litros de água, ao menos uma dúzia de crianças brincaram em roupas de banhoO porteiro fez a vontade do filho, Wagner, de 10, que queria dar jeito no “calor de doido”“Na minha casa ia dar trabalho encher e esvaziar… Aí, a gente veio para a praça, para aproveitar a água da bicaNão imaginei que fosse fazer tanto sucesso”, diverte-se.

Na Barragem Santa Lúcia, crianças e adultos buscaram as sombras das copas das árvores durante a tardeOs mais calorentos não resistiram à lagoa e nadaram nas águas turvas do parqueIngrid Lorrani, de 13, vestiu biquíni para “pegar uma prainha”“É férias, né!? Tenho que curtir um pouco do verão”, sorri
Matheus Breno Moura, de 14, só queria saltar do deck“Hoje é o dia mais quente que eu já viviDá vontade de ficar só na água”, diz o menino-peixe.

Mangabeiras Dia de sol intenso para a alegria de Bárbara Avelar e Luna Reis, ambas de 20, que gostam do tempo mais quenteOntem, as duas buscaram as sombras da Praça do Papa, no Mangabeiras, para piquenique de amizadeAmbas se dizem surpresas porque esperavam começar o ano debaixo de muita chuvaTambém se mostram atentas aos riscos da baixa umidade, bebendo muita água e fazendo o uso de protetor solar.

Adelmo Correia, meteorologista da PUC Minas, explica que, em janeiro, a ausência de chuva durante dez dias caracteriza o “veranico”“Estamos no meio deleA intensificação da massa de ar seco é comum.” Não há previsão de chuva para os próximos dias.