Vítimas constantes de abusos em presídios, homossexuais, travestis e transexuais devem ter o direito de cumprir pena em alas separadas de outros detentos
Hoje, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba e Rio Grande do Sul reservam espaços exclusivos para os detentos homossexuaisA partir do ano que vem, a Bahia deve adotar o sistemaSegundo o coordenador da área LGBT da SDH, Gustavo Bernardes, embora não exista uma estatística oficial, a secretaria recebe constantemente denúncias de abusos sexuais, psicológicos e tentativas de homicídios contra homossexuais apenados“Pensamos na vidaSe ela está em risco, preferimos mantê-las (travestis e transexuais) separadas”, disseA resolução deve ficar pronta no fim do mês e vai propor que a entrada na ala exclusiva seja uma opção do detento.
O conselheiro do CNJ Guilherme Calmon considera a medida importantePara ele, a proposta é encarada como uma forma de prevenir a violência e reconhecer a pessoa como ela se vê
BOAS EXPERIÊNCIAS
Minas foi o primeiro estado a oferecer alas LGBT em presídios, em 2009Atualmente, há 34 detentos – a capacidade máxima – no espaço exclusivo da Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo HorizonteComo a experiência deu certo, foi criada uma ala LGBT no presídio de Vespasiano, na Grande BH, onde 33 homossexuais cumprem pena.
O presídio de Porto Alegre foi o segundo a ter espaços exclusivos para LGBT, criados em abril de 2012Na Paraíba, as alas para travestis e transexuais funcionam há pouco mais de dois meses nos presídios Roger, na capital, e Serrotão, em Campina GrandeEm Mato Grosso, a ala foi criada há sete meses e, hoje, abriga seis presos.