Jornal Estado de Minas

Centro administrativo da PBH deve custar R$ 300 milhões

Alice Maciel
Vista aérea da região em que a prefeitura planeja instalar a nova sede, próximo ao metrô e ao Centro - Foto: Marcos Michelin/EM/D.A Press 10/5/13


A Prefeitura de Belo Horizonte estima que serão necessários investimentos de R$ 300 milhões para o novo Centro Administrativo da capital, planejado para o Bairro Lagoinha, no limite das regiões Noroeste e Centro-Sul da capitalA previsão faz parte do Plano Plurianual de Ações Governamentais (PPAG), contendo as prioridades para os próximos quatro anos de gestão, que foi entregue ontem pelo prefeito Marcio Lacerda (PSB) à Câmara MunicipalSegundo Lacerda, será lançada uma consulta ao mercado para que se apresentem possíveis interessados em tocar o empreendimento por meio de uma parceria público-privadaUm concurso de arquitetura e urbanismo também será lançado para o planejamento do prédio e do entorno

O empreendimento, que concentraria a nova sede do Executivo e as secretarias municipais, gerou protesto de moradores dos bairros da Lagoinha e Bonfim, onde ele deve ser erguidoDecreto publicado em junho no Diário Oficial do Município prevê que 20 lotes serão desapropriadosA área total aproximada dos terrenos é de 14 mil metros quadrados, dentro dos limites das ruas Além Paraíba, Bonfim e SerroEm 26 de setembro foi realizada audiência pública na Assembleia Legislativa para tratar do temaO secretário municipal adjunto de Gestão Compartilhada, Pier Senesi, foi quem representou o prefeito durante a reuniãoFoi agendada para sexta-feira pela Câmara Municipal uma nova audiência

Os vereadores da capital têm até 30 de dezembro para apreciar o PPAG, que prevê investimentos de R$ 49 bilhões para os próximos quatro anos
Desse montante, R$ 8,1 bilhões serão destinados à educação, R$ 4,8 bilhões à mobilidade urbana e R$ 1,6 bilhão a vilas e favelas, em obras de prevenção de enchentes e de construção de moradias

Para a expansão do metrô estão previstos R$ 3,2 bilhõesO Centro de Convenções de BH deve custar aos cofres públicos R$ 500 milhões, enquanto a estimativa para investimento em unidades básicas de saúde é de R$ 300 milhõesPara aumentar a arrecadação a prefeitura pretende apertar o cerco aos inadimplentes.