A Polícia Civil cancelou a apresentação de 15 presos na manhã desta segunda-feira na 1ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), na Praça Rio Branco, no Centro da capitalCerca de 30 manifestantes cercaram o prédio em apoio aos detidos e a coletiva de imprensa não aconteceu, segundo a polícia, por motivos de segurançaMesmo assim, a polícia divulgou o nome dos presos (confira a lista no fim desta matéria)Os detidos continuam no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) da Gameleira, Região Oeste de BH
Nos protestos de sábado, 46 pessoas foram capturadas pela Polícia Militar (PM)Desse total, 11 eram menores e idade e foram liberados depois de prestar esclarecimentosOs maiores de idade serão alvo de investigação o policial, sendo que 15 deles continuam detidos e já foram autuados em flagrante
De acordo com a polícia, seis vão responder por constituição de milícia, crime inafiançável previso no artigo 288 do Código Penal e que pode render de quatro a oito anos de prisãoDe acordo com a polícia, eles estavam na confusão da Praça da Liberdade, sendo que um deles confessou ser integrante do grupo Black BlocTodos os presos no Ceresp vão responder por depredação do patrimônio público e desacato a autoridadeAlguns deles, também foram autuados por corrupção de menores e resistência à prisão
Neste manhã, os manifestantes que davam apoio aos detidos tentaram invadir a sede da Risp repugnando as detenções e considerando que os 15 albergados são presos políticosEntre o grupo, havia familiares dos presos e integrantes do PSTU e PSOL.
A manifestação começou na Praça 7 pouco antes das 10hGrupos apresentavam diferentes reivindicações e gritavam palavras de ordem que iam desde contra uma possível intervenção militar na Síria até indagações a respeito do destino do pedreiro Amarildo, desaparecido em uma ação policial na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, há mais de um mêsOutro grupo, de manifestantes com os rostos cobertos e segurando placas de madeira como escudo, chegou à Praça Sete por volta das 13h30Nos escudos estavam escritos dizeres os identificando como partidários da tática anarquista de protesto, o Black Bloc.
Os manifestantes mascarados se uniram a um grupo de 10 punks que passaram mais de três horas sentados do cruzamento da Avenida Afonso Pena com Amazonas bebendo cachaça em pequenas garrafas plásticas e tomando vodkaCom a chegada dos black blocs os punks se uniram a eles e partiram em direção à Prefeitura de Belo Horizonte, com gritos desafiando a autoridade policial.
Autuados por constituição de milícia:
Tiago Gomes Pereira
Marco Antônio Corteletti
Anderson Augusto Viana
Jean Marcos Rocha da Silva
João Leonardo Martins
Robson Marciano do Nascimento
Outros presos:
Fábio Pereira Toledo
Enieverson Mendes Rodrigues
Douglas Ricardo da Silva
Lucas Tadeu Vaz Pereira
Alan Cotrim Mapa
Rodrigo Gonzaga Avelar
Janderson Alves Luis
Victor Rodrigues da Silva
Reinaldo Pires de Ávila
(Com informações de Cristiane Silva, Daniel Camargos, Francelle Marzano, Flávia Ayer e Landercy Hemerson)