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Estado de Minas

Seguranças de Sasha agridem repórter do Estado de Minas na Arena Vivo

Repórter fotográfico fazia a cobertura da Copa MTC de vôlei feminino e registrava imagens da filha de Xuxa, atleta na equipe de vôlei do Flamengo, quando foi impedido de trabalhar pela dupla que faz a segurança particular da garota


postado em 15/08/2013 19:06 / atualizado em 16/08/2013 11:20

Sasha (centro) atua na categoria infantil de vôlei do Flamengo, uma das seis equipes que disputam a Copa MTC entre 15 e 18 agosto na capital mineira(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A.Press)
Sasha (centro) atua na categoria infantil de vôlei do Flamengo, uma das seis equipes que disputam a Copa MTC entre 15 e 18 agosto na capital mineira (foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A.Press)


Ameaças, empurrões, pontapés, situação vexatória ao ser derrubado no chão, corte em um dos dedos e danos no equipamento de trabalho. O repórter fotográfico do Estado de Minas Gladyston Rodrigues estava trabalhando na cobertura da nona edição da Copa MTC de vôlei feminino, que acontece na Arena Vivo, na sede do Minas Tênis Clube, no Lourdes, quando foi atacado por dois seguranças. O motivo alegado pela dupla é que o profissional não tinha autorização para fotografar Sasha, 15 anos, filha da apresentadora Xuxa Meneghel, que atua como atleta da equipe de vôlei do Flamengo.

“Eles me abordaram mandando eu apagar as fotos da minha câmera e eu disse que não o faria. Eles falaram que a Sasha é adolescente e que a mãe dela não autoriza que façam fotos dela, porque ela é menor de idade. Como eu me recusei, eles avançaram no meu equipamento. Dois começaram a me bater e me derrubaram no chão”, relata Gladyston, ainda perplexo com a brutalidade dos dois seguranças. Quando estava caído no chão, funcionários do Minas Tênis Clube intervieram na confusão. O repórter sofreu um pequeno corte no dedo indicador e teve a lente da câmera danificada.

Os dois seguranças prestaram esclarecimentos sobre a agressão a policiais militares que foram chamados para registrar a ocorrência(foto: Marcos Vieira/EM/D.A.Press)
Os dois seguranças prestaram esclarecimentos sobre a agressão a policiais militares que foram chamados para registrar a ocorrência (foto: Marcos Vieira/EM/D.A.Press)
Xuxa, que acompanha a filha em Belo Horizonte, não estava perto quando aconteceu a agressão. Sasha também já não estava por lá. Apenas uma assessora da apresentadora acompanhava os seguranças e não trocou palavras com o fotógrafo, que acionou a Polícia Militar para registrar boletim de ocorrência da agressão. A equipe do Jornal O Tempo, que também fazia a cobertura do evento esportivo, testemunhou e registrou a agressão, deixando o local em seguida temendo ser agredida, pois também havia sido ameaçada pelos seguranças particulares de Sasha.

Segundo Gladyston, os seguranças disseram que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe o registro de imagens de crianças e adolescentes. Basta consultar o documento para identificar que é vedada a veiculação de imagens de menores que cometeram ato infracional ou que tenham qualquer tipo de conotação sexual. “Eu não a coloquei em situação alguma de desfavorecimento de sua imagem dela. Ela é atleta de um clube super conceituado, que é o Flamengo. É um absurdo o que eles fizeram”, avalia o fotógrafo. O Flamengo alega que há um contrato firmado com o staff da filha de Xuxa que proíbe a exposição da menina.

Procurada pela reportagem do Estado de Minas, a assessoria do Minas Tênis não atendeu as ligações para comentar o ocorrido.

Repórter preso

Esta é a segunda vez em uma semana que um repórter fotográfico do Estado de Minas é impedido de exercer o seu trabalho. Na penúltima quarta-feira (7/08), o fotógrafo João Miranda sofreu abuso de poder por parte de um delegado da Polícia Civil. O profissional, que estava na calçada do prédio da Câmara Municipal de Belo Horizonte, registrou imagens da chegada de novas viaturas policiais na Superintendência Administrativa de Transporte da Polícia Civil quando recebeu voz de prisão por parte do delegado Architon Zadra Filho, chefe de departamento de transporte da polícia Civil. O policial alegou que o fotógrafo estava fotografando uma área de segurança pública. Depois de cerca de 40 minutos mantido em cárcere, o profissional foi liberado.

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