Jornal Estado de Minas

Polícia Civil continua as buscas pelo Maníaco do Anchieta

Meyer teve a prisão preventiva decretada na quinta-feira ao ser condenado a 13 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado, por um dos 16 estupros atribuídos a ele na década de 1990

Cristiane Silva
Pedro Meyer (de camisa clara) deve se entregar caso a Justiça negue o recurso que deve ser impetrado pelo advogado dele ainda hoje - Foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press
A Polícia Civil de Minas Gerais continua, nesta segunda-feira, as buscas pelo ex-bancário Pedro Meyer Ferreira Guimarães, de 56 anos, conhecido como Maníaco do AnchietaDetalhes sobre as investigações e os locais das buscas não foram divulgados pela polícia para não prejudicar os trabalhos

Meyer teve a prisão preventiva decretada na quinta-feira ao ser condenado a 13 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado, por um dos 16 estupros atribuídos a ele na década de 1990O advogado dele, Lucas Laire, informou que o cliente está em Belo HorizonteNesta segunda-feira ele voltou a afirmar que entrará com recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) assim que a pena for publicada hojeCaso a liminar seja negada pela Justiça, o ex-bancário deve se entregar

Uma equipe da Delegacia Especializada de Atendimento da Mulher, do Idoso e do Portador de Deficiência esteve sexta-feira no apartamento de Pedro Meyer, no Bairro Anchieta, Região Centro-Sul de BH, mas ele não estava, segundo os parentesEle também não foi encontrado em outros dois endereços.

A sentença é relacionada ao ataque de uma fisioterapeuta que hoje tem 27 anosEla tinha 11 quando foi violentada, em 1997, na garagem do prédio onde morava, no Bairro Cidade Nova, Região Nordeste da capitalNo ano passado, a vítima reconheceu o acusado na rua, o seguiu até a casa dele, no Anchieta, e chamou a políciaA vítima de estupro também disse estar preocupada, pois sempre teve medo de )que o acusado fosse atrás dela por vingança, ainda mais agora, segundo ela, que ele está condenado e não tem nada a perder.

Meyer esteve preso até o dia 10 de abril deste ano, depois de passar pouco mais de um ano na prisão
Ele foi liberado pela Justiça por falta de um laudo de sanidade mental que não ficou pronto no prazo determinadoO ex-bancário responde a outro processo por estupro na 9ª Vara Criminal do Fórum Lafayette da capitalA vítima desse caso havia apontando o porteiro Paulo Antônio da Silva, de 66, como sendo o homem que a atacou, diante das semelhanças físicas dele com o autor do crimeMas, com a prisão de Pedro Meyer, ela voltou atrás e inocentou o porteiro, que foi preso e condenado injustamente a 16 anos de prisão pelo estupro que não cometeuO porteiro passou cinco anos e sete meses atrás das grades e depois ainda cumpriu prisão domiciliar. (Com informações de Pedro Ferreira)