Se falta entendimento entre governo federal e entidades médicas quanto à melhor forma de solucionar o déficit de profissionais no país, especialmente em cidades do interior, uma constatação parece ser consenso: a dificuldade de conseguir uma consulta médica é diretamente proporcional à distância de cada município dos maiores polos urbanos
O prefeito Expedito da Mota Pinheiro, o Péu (DEM), informa que ainda no princípio de maio começou a procurar outro médico, oferecendo salário de R$ 16 mil por mêsApesar de não conseguir convencer nenhum profissional, mesmo oferecendo salário atraente, o prefeito não aprova a proposta do governo federal de importação de médicos de Cuba“Acho que deveriam incentivar a contratação de brasileiros mesmoMas é preciso elevar arrecadação de cidades pequenas como a nossa, que vive exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios, para que tenhamos condição de melhorar a nossa estrutura de saúde e contratar mais médicos”, diz
A dificuldade para contratar médicos é enfrentada da mesma forma pelos 4,9 mil habitantes de Miravânia, também no Norte de Minas, a 711 quilômetros da CapitalO prefeito Raimundo Nonato Luna (DEM) diz que, para despertar interesse da categoria, elevou para R$ 21 mil o salário de um médico clínico geral no municípioMesmo assim, a proposta não pareceu tão tentadora