Conforme o relatório, a polícia cumpriu o acordo feito com o Ministério Público e usou um carro de som para tentar acalmar a multidão e instruía os manifestantes pacíficos a se afastarem dos violentosDepois que a PM arremessou bombas de gás lacrimogêneo contra os que tentavam retirar as grades, o confronto se acirrouSegundos os promotores, depois de observados focos de fogo e depredações, “um grupo de policiais se dirigiu ao local desses eventos, com escudos, capacetes e cassetetes; que foi verificada a existência de feridos e que, diante da constatação, foram acionadas viaturas do Corpo de Bombeiros e do Samu”.
Diante da dimensão das manifestações que estão tomando as ruas da capital mineira, o Ministério Público conduziu a criação da Comissão de Prevenção à Violência em Manifestações PopularesOs objetivos da comissão são assegurar a garantia do exercício da cidadania, por meio do direito de manifestação, a prevenção e inibição de violação de direitos e a garantia de atendimento médico e jurídico para os manifestantesUma série de recomendações, feitas em conjunto com o Ministério Público Federal, foi encaminhada às autoridades da Segurança Pública de Minas GeraisAlém disso, na quarta-feira, dia em que estava prevista uma grande manifestação nas imediações do Mineirão, oito promotores de Justiça e dois procuradores de Justiça se dividiram para acompanhar a atuação policialDois ficaram na área do confronto e os outros se dividiram entre o comando policial na Cidade Administrativa e, em plantão, na sede do Ministério Público
Segundo o Ministério Público, foi instaurado um procedimento investigatório pela Promotoria de Direitos Humanos para apurar inúmeras denúncias registradas contra a atuação das forças policiais nos protestos