Jornal Estado de Minas

Manifestantes ocupam Praça Sete de BH pelo terceiro dia seguido

O protesto desta tarde no Centro é feito por jovens estudantes munidos de faixas e cartazes

Luana Cruz, Paulo Filgueiras, Cristiane Silva, Daniel Camargos, Mateus Parreiras, Pedro Rocha Franco, Luciane Evans, Leandro Couri Mateus Parreiras João Henrique do Vale
Imagem da Praça Sete na tarde de hoje, início do movimento - Foto: Mateus Parreiras/Esp EM DA Press

Manifestantes ocuparam a Praça Sete no Centro de Belo Horizonte na tarde desta quarta-feira, no terceiro dia seguido de mobilizaçõesTudo começou com cerca de 500 pessoas que fecharam a Avenida Amazonas esquina com Afonso Pena e o movimento foi ganhando mais participantes a cada minutoEles são acompanhados de perto pela Polícia Militar (PM).

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O trânsito está muito lento na região e motoristas precisam evitar o trecho até que o Batalhão de Trânsito da PM organize o trajeto da manifestação que seguirá até a Avenida Cristiano MachadoPor enquanto, a PM está com bloqueio montado na praça perto dos manifestantes e não há circulação de veículos.

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Ao mesmo tempo, jovens estudantes também fecharam a Rua Espírito Santo e os comerciantes assustados desceram as portas das lojas no Hipercentro da capitalNa caminhada, os manifestantes cantaram o hino nacional munidos de faixas com as seguintes mensagens: “Assim não há geração que aguente” “O nosso silêncio é o ouro dele”.

Os estudantes se alternaram fechando não somente a Amazonas, mas outros quarteirões no entorno da Praça SeteSão alunos de várias escolas da capital como Rui Barbosa, Tiradentes, Senai e ColtecUm jovem que subiu no obelisco com uma bandeira do Brasil foi aplaudido por todos os participantesPelas janelas, moradores e pessoas que trabalham nos prédios da região acenavam para os estudantes em sinal de apoio ao protesto.

Uma estudante está assumindo a liderança da mobilização e com um megafone a jovem faz os chamados ao grupoA PM ainda espera para conversar com os protestantes e definir o caminho para passeata.

Manifestação na Rua Espírito Santo deixou os lojistas temerosos - Foto: João Henrique do Vale/Esp EM DA Press