Manifestantes ocupam a Praça Sete de BH e prometem seguir para Mineirão

Cerca de 2,5 mil pessoas fecharam o trânsito na praça. O grupo ocupou o entorno do pirulito na praça e interditou o cruzamento da avenidas Afonso Pena e Amazonas

Luana Cruz, Paulo Filgueiras, Cristiane Silva, Daniel Camargos, Mateus Parreiras, Pedro Rocha Franco, Luciane Evans, Leandro Couri Cristiane Silva Gilmar Laignier Valquiria Lopes

- Foto: Leandro Couri/ EM / DA Press

Cerca de 2,5 mil pessoas fecharam a Praça Sete, Centro de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira durante um protesto organizado pela redes sociais na internet. Eles prometem seguir em passeata até o Mineirão, na Região da Pampulha, e são acompanhados de perto pela Polícia Militar (PM). Representantes da Assembleia Nacional de Estudantes Livre (Anel) tem estimativa de até 16 mil participantes no movimento. Os manifestantes ainda decidem se vão seguir pela Avenida Presidente Antônio Carlos em direção ao estádio.

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Os manifestantes se uniram no quarteirão fechado da Rua Rio de Janeiro com cartazes criticando a Fifa, a Copa das Confederações e o valor das passagens do transporte coletivo. O grupo ocupou o entorno do pirulito na praça e interditou o cruzamento da avenidas Afonso Pena e Amazonas. O trânsito está muito lento na região central, com reflexos principalmente em toda a extensão dessas duas vias. Os veículos que seguiam no sentido rodoviária/Magabeiras tiveram que dar meia-volta passando por cima do canteiro central.



O protesto também ocorre em outras cidades brasileiras e em BH conta com apoio dos movimentos Fora Lacerda, Movimento dos Atingidos pela Copa, Ane, Sind-UTE, alguns partidos políticos, entre outras organizações. O capitão Lúcio Neto do Batalhão de Eventos da PM disse que a polícia vai acompanhar todos os protestos e espera que tudo ocorra de forma pacífica.

Os policiais civis em greve também estão na Praça Sete recolhendo assinaturas da população em um documento que revindica a melhoria nas condições da corporação. O Sindicato dos Servidores da Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindipol), afirma que está cumprindo a liminar da Justiça determinando que os policiais e os professores não bloqueiem vias de acesso e no entorno do estádio Mineirão, bem como outros logradouros público do estado.

A decisão é do dia 13 de junho, quando o desembargador Carlos Augusto de Barros Levenhagen acatou o pedido do governo do estado. Caso a medida seja descumprida, o Sindipol e o Sindicato Único dos Trabalhadores na Educação (Sind-UTE) serão penalizadas em multa diária de R$ 500 mil.

- Foto: Gilmar Laigner/Esp EM DA PressPampulha

Os educadores da rede estadual de Minas estão ao lado Igreja São Francisco, na Pampulha. Eles ainda não fecharam o trânsito, mas o tráfego está lento por causa das alterações feitas pela BHTrans no esquema especial de mobilidade para o jogo entre Taiti e Nigéria, no Mineirão. Os motoristas enfrentam longos engarrafamentos nas avenidas Presidente Antônio Carlos e Carlos Luz. André Luís da Silva, professor de matemática há 15 anos, reclamou do congelamento do salário. “Todos os nosso direitos acabaram, eles colocaram tudo no valor único. Acabaram com o nosso plano de carreira”, afirma. Veja o esquema de trânsito na Pampulha no guia do torcedor.

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