Uma quadrilha fria e cruelEsses foram os adjetivos dados pela Polícia Civil para um grupo criminoso que atuava em Ibirité, na Grande BH, suspeito de matar quatro pessoas da mesma famíliaO mandante do crime e líder do bando, Roberto Marques do Carmo, o Beto, foi preso em abril deste ano durante uma operação da Delegacia de HomicídiosDando continuidade às investigações, a polícia conseguiu prender um dos executores do crime Welbert Pereira Siqueira, o Chim, de 21 anos, que foi apresentado na manhã desta quinta-feira junto a outros dois integrantes do grupo
As execuções foram motivadas pela disputa do tráfico de drogas em IbiritéO adolescente, Jefferson Oliveira, de 15 anos, começou a vender crack na cidade em um local onde a quadrilha chefiada por Beto já agiaIncomodado, o traficante começou a perseguir o garoto por atrapalhar seu comércioCom medo, o jovem fugiu para Contagem, mas acabou assassinado no meio da rua
A irmã dele, Moara Inajara Cleria de Oliveira, que também tinha participação no tráfico, afirmou que iria vingar a morte do irmãoCom a ameaça, Beto mandou que Hugo Eustáquio Araújo, vulgo Loirinho, e Welbert vigiassem a garota e a mãe dela, Wanderleia Jaceni Cleria de Resende
Todas foram obrigadas a sair do carro e foram friamente executadas por Hugo e Welbert“Os três corpos foram encontrados um ao lado do outro com marcas de tiros na cabeça e no rosto, o que demonstra a execução fria por parte dos autores”, explica o delegado Alex de Freitas Machado, um dos responsáveis pelas investigações
A polícia começou a investigar o caso e conseguiu prender Beto em abril deste anoDando continuidade as apurações, foram expedidos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão para poder prender os executores do crimeNa terça-feira da semana passada, uma operação foi montada para poder prender os criminososWelbert foi encontrado em uma casa em Ibirité, na Grande BH e não reagiu a prisãoJá Ronaldo Teodoro Rocha, de 33 anos, foi preso em uma casa na capital mineiraNo imóvel, foram encontrados diversos produtos eletroeletrônicos e uma quantidade de metal semelhante a ouro
Um jovem, identificado como Felipe Silva, que morava nos fundos da casa de Ronaldo, foi preso com uma pistola calibre 380 na cintura“O Felipe nos trouxe uma certa preocupaçãoAntes da aproximação e de fazer a busca pessoal, perguntamos se estava armado e ele negouNossa impressão é que ele pudesse fazer um policial como refém para poder fugir”, diz o delegadoO outro homem apontado como um dos executores do crime, conseguiu fugir“Quando chegamos na casa de Hugo, ele fugiu por uma porta preparada para a fuga e se embrenhou numa mataFizemos buscas, mas não conseguimos prendê-lo”, afirma Machado