Vídeos disponíveis no YouTube mostram pelo menos dois trotes que ocorreram este ano na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
No geral, a maioria dos trotes aplicados na UFMG deixa os calouros muito sujosO mais comum é tingir o corpo e pegar objetos dos alunos recém chegados, como os calçadosOs veteranos só devolvem tênis e sapatos por uma certa quantia, que costuma ser arrecadada nos sinais de trânsito para a compra de bebidas alcóolicas que são consumidas nos bares perto do câmpusApesar de os trotes tradicionais ainda serem comuns, alguns cursos desenvolvem medidas alternativas, como festas ou ações sociais para arrecadar donativosÉ o caso do curso de história, que organiza uma festa para receber os futuros historiadores, e também de ciências biológicas, que faz um almoço para os calouros.
A integrante do Núcleo de Comunicação do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMG, Isabella Reges, de 23 anos, informou que a entidade pretende promover um debate sobre o trote, pois os próprios alunos gostam de organizar os rituais de recepção“O DCE é contra as práticas de coação, mas os estudantes também têm que ter liberdade
ALFENAS Na Universidade Federal de Alfenas (Unifal) a situação se repeteUm vídeo disponível na internet mostra o trote para recepção dos calouros de farmácia, em 2005, traz cenas de muita sujeira, calouros lambendo objetos com preservativos, entre outras situações constrangedorasLonge dos olhos da universidade os trotes chegam a ser pesados, com incentivo ao consumo de bebidas alcóolicas e brincadeiras vexatóriasNa Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o curso de arquitetura e urbanismo não teve o trote tradicionalSegundo o aluno João Marcos Domingos Silva, de 20, a recepção teve uma aula trote, com entrevistas feitas pelos veteranos com calouros, tudo em clima de farra“Ao longo da semana realizamos palestras e oficinas com os calouros durante o dia