A mulher deu entrada em uma Unidade de Pronto-Atendimento da cidade, levada por um desconhecido que a viu perambulando pela ruaEla apresentava graves queimaduras, sobretudo no busto, seios, axilas e pescoçoA equipe médica que a atendeu acionou o 190 após ouvir o relato de que demorou a buscar socorro porque era mantida presa pelo homem que a incendiou.
“Debaixo da axila direita está na carne viva mesmo, mas algumas partes já começaram a cicatrizarOs médicos ficaram indignados e garantiram que ela não suportaria esperar tanto tempo para buscar socorro se não estivesse em cárcere”, comenta o subtenente Milton Donizete da Silva que atendeu a ocorrênciaEle conversou com a vítima, que revelou ter começado a namorar o funcionário público há cerca de 20 dias, e que na última sexta-feira brigaram no barracão de dois cômodos onde ele viveOs dois tinham consumido bebida alcoólica.
A vítima contou ao policial que durante a bebedeira começou a ser agredida sem motivo aparenteEla se trancou no banheiro e o homem derrubou a porta, espalhou álcool pelo corpo dela e ateou fogo com um isqueiro
Equipes policiais foram ao endereço do agressor, no Bairro Distrito Industrial, e o encontraram sentado na frente do imóvel“Ele estava muito embriagado e não chegou a esboçar reação alguma”, comenta o subtenente MiltonA vítima havia relatado ao policial que só conseguiu sair da casa porque o homem ingeriu muita cachaça e ficou desacordado.
Aos militares, o homem admitiu a agressão, mas negou o cárcere“Ele disse que enquanto bebiam naquela sexta-feira a mulher correu para o banheiro gritando que ia suicidarEntão ele derrubou a porta e disse que a ajudaria a morrer, já que era isso o que queria, e ateou o fogo”, relata o militar, que diz acreditar na versão da vítima“Ela não aguentaria ficar toda queimada sem buscar ajuda”, avalia.
No quintal da casa o homem mostrou aos policiais onde queimou as roupas que a vítima usava quando teve o corpo incendiadoEle foi levado para a delegacia da cidade, de onde foi encaminhado para a cadeia localA mulher foi transferida para a Santa Casa de PassosSeu estado de saúde é considerado grave, mas ela não corre risco de morrer.