Segundo o major Carlos Alves, comandante da unidade da PM responsável pela área, a briga de ontem não envolveu grupos “ideológicos” de acordo com as apurações iniciais e ocorreu na altura do número 99 da Rua GoiásO agressor, segundo ele, tinha uma rixa com o garoto e foi até ele com a intenção de esfaqueá-lo, mas não fazia parte de nenhum grupoA polícia ainda não sabe o que motivou as agressõesO jovem foi socorrido por militares e levado para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, sentindo muitas dores e consciente
O pai de A., Gilson Ribeiro dos Santos, fez ontem um desabafo: “Pela idade que ele tem, não era para estar andando de noite nesses lugares”Ele considera perigoso o filho sair de madrugada, mas diz que não tem como proibir“Eu sempre peço para ele não ir, mas infelizmente eles não concordam com a gente e nem nos obedecem”, lamentou, em entrevista à TV AlterosaSegundo o pai, o adolescente se reúnem às sextas-feiras com um grupo de roqueiros na praçaO jovem contou a Gilson que recebeu uma rasteira e, quando tentou se levantar, levou a primeira facada“Ele contou que estava descendo da Praça da Liberdade para o Centro e que encontrou uma pessoa batendo em um menino que conseguiu fugirMas essa pessoa foi para o lado deles e eles tentaram correr, mas ela passou uma rasteira no meu filhoEle tentou se levantar para correr quando levou a facada nas costas”, disseO jovem disse à polícia que o agressor trajava calça jeans, blusa preta e aparentava ter 17 anosA ocorrência foi registrada na Polícia Civil como crime de lesão corporal
Episódio preocupa frequentadores
Acostumados a frequentar a Praça da Liberdade, um grupo de adolescentes está preocupado com a violênciaIzabel Teresa da Silva, de 17 anos, quase não foi liberada pela mãe para se encontrar com os amigos no cartão turístico da cidade“Ela soube do crime e ficou com medo Expliquei que durante o dia o clima é mais tranquilo”, disseSinara Tássia Freitas de Abreu, de 19, é frequentadora da Praça da Liberdade nas noites de sexta-feira“A gente vem cantar, bater papoMuitos bebem, mas o clima sempre foi pacífico”, conta a estudante, que afirma ver com frequência policiamento até meia-noite.
Mas Larissa Brandão, de 17, defende mais policiamento“Tem muita gente bacana, mas tem muita gente mal-encarada tambémÉ um lugar agradável para encontrar os amigos, vem muito casal de namorado, mas esse crime assustouPor causa de situações como essas nossos pais podem começar a nos impedir de frequentar a praça”, lamentaPara Paula Alkmin, de 27, o lugar, que deveria ser um espaço de descanso e contemplação, acaba se tornando perigoso“Fatos como esse me fazem pensar duas vezes antes de vir à praça.”