A agente penitenciária já foi indiciada em inquérito e teve prisão preventiva decretada pela JustiçaRúbia foi levada para um presídio feminino, em Belo Horizonte, onde ficará presa preventivamente até o julgamento“Ela não poderia ficar presa em um local onde trabalhavaPor razões de segurança, foi decidida pela sua transferência para uma unidade penitenciária”, explicou o delegado Bruno Resende, responsável pelas investigações
Além de trabalhar como segurança particular, Sérgio fazia “bicos” como garçomHavia nove anos que ele era casado com Rúbia, com quem tinha duas filhas
No dia 9 de setembro de 2012, quando agente de segurança morreu, o casal estava sozinho em casaA própria Rúbia chamou a polícia e alegou que o marido tentou agredi-la a facadas e que ela se defendeuRelatou ainda que, na sequência, decidiu suicidar, desferindo três facadas no abdômen e uma facada no pescoço, que provocou a morteAinda na ocasião, a mulher apresentou ferimentos no braço esquerdo e na perna direita, alegando que as lesões resultaram de luta corporal que teve com Sérgio Reis
De acordo com o delegado Bruno Resende, a necrópsia mostrou que, ao contrário do que alegou a agente penitenciaria, a facada no pescoço de Sérgio – que provocou a sua morte – foi desferida por uma outra pessoa “Ficou comprovado na necropsia que a lâmina da faca foi passada no pescoço da vítima por várias vezesIsso só pode ter sido feito por uma outra pessoaSe o golpe tivesse sido aplicado pela própria vítima – numa situação de suicídio, imediatamente, a pessoa teria perdido os sentidos e não conseguiria mais movimentar a faca”, explicou o delegado
Ainda segundo Resende, durante as investigações, foi comprovado que a agente penitenciária, por ocasião da morte do marido, provocou ferimentos no próprio corpo (mão esquerda e perna direita) para simular uma luta corporal