Jornal Estado de Minas

Foragido há 12 anos, chefe do tráfico na Vila Sumaré é recapturado em BH

Marcelão cumpria pena por tráfico, quando deixou a cadeia para ser atendido em um hospital particular, onde foi resgatado por homens armados mesmo sob escolta policial

Daniel Silveira Bárbara Ferreira
Um criminoso com ampla ficha policial, condenado por tráfico de drogas, porte ilegal de armas, indiciado por participação em sequestro e suspeito de envolvimento em homicídios
Marcelo Cristian Batista de Souza, de 37 anos, conhecido como Marcelão, estava foragido há 12 anos, e é apontado como o maior chefe do tráfico de drogas da Vila Sumaré, na Região Nororeste de Belo HorizonteFaltava apenas um dia para prescrever o mandado de recaptura quando a polícia o localizou na casa do sogro.

De acordo com o delegado Vladimir Soares, da 5ª Delegacia Antidrogas de BH, Marcelão cumpria pena por tráfico de drogas quando, em 2001, estava doente e foi atendido no Hospital Belo HorizonteEle estava sob escolta policial quando homens armados invadiram a unidade e o resgataramDesde então ele ficou foragidoA polícia não soube explicar por que um detento do sistema penitenciário foi atendido em um hospital da rede particular de saúde, e não no serviço público.

Os passos de Marcelão voltaram a ser monitorados no ano passadoEm abril, a polícia apreendeu uma carreta com 210 kg de maconha e 40 kg de cocaína na rodovia MG-424, em São José da Lapa, na Grande BHO veículo seguia para a Vila Sumaré, na capital, e o transporte era monitorado por comparsas de Marcelão, que a polícia sabia ser o gerente do tráfico na cidade.

Segundo o delegado, o traficante passou os dois anos vivendo em cidades que faziam fronteira com o Paraguai e, de lá, continuava comandando a venda de drogas na capital mineiraHá um mês, a Polícia Civil recebeu informação de que o traficante estava retornando para Belo Horizonte e montou uma operação para localizá-loNo dia 7 de março ele foi capturadoNo dia 8 prescreveria o mandado de recaptura.

“Acho que ele acreditava que a polícia não estaria mais atrás dele, principalmente pelo tempo em que ele já estava foragido”, disse o delegado Vladimir Soares