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Estado de Minas

MP Militar apura desvio de armas do Exército em Juiz de Fora


postado em 22/03/2013 06:00 / atualizado em 22/03/2013 06:35

Um procedimento sigiloso do Ministério Público Militar investiga, por meio da Procuradoria de Justiça Militar de Juiz de Fora, indícios de desvio de armas de fogo de quartéis da cidade na Zona da Mata. A suspeita é de que peças de armamento recolhidas pelo Ministério da Justiça e pela Polícia Federal nos últimos anos, na Campanha do Desarmamento, tenham caído nas mãos de criminosos em vez de serem destruídas pelo Exército.

O promotor Ulysses da Silva Costa Filho, da Procuradoria de Justiça Militar local, confirmou ontem que os trabalhos começaram em novembro de 2012. O ponto de partida para o inquérito foi a suspeita de que uma arma usada em um assalto à época constasse da lista de armamento entregue ao Exército para ser destruído no 4º Depósito de Suprimentos.

Para apressar a investigação, o Ministério Público Militar, com sede em Brasília, nomeou o procurador e dois promotores da Procuradoria da Justiça Militar de Juiz de Fora para atuar no caso, informou Ulysses Costa Filho, um dos responsáveis pelos trabalhos. Além disso foi montada força-tarefa com o apoio das polícias Civil e Federal e do Exército, que estão colaborando nas investigações, segundo o representante do MPM. Ele acrescentou que “todo o Ministério Público Militar do Estado de Minas Gerais está envolvido na investigação”. O promotor informou que ainda não há estimativa sobre a quantidade de armas que teriam sido desviadas.

O EM apurou que, como parte dos trabalhos, deve ser feito levantamento de todas as armas apreendidas pela Polícia Civil que ainda estão nas quatro varas criminais e no Tribunal do Júri de Juiz de Fora, já que elas ficam à disposição da Justiça enquanto tramitam os processos. A Polícia Federal já teria recebido uma listagem das armas recolhidas durante a Campanha do Desarmamento.

A maioria das armas entregues nessa campanha são de calibre permitido. Entre elas estão espingardas, carabinas, pistolas semiautomáticas, revólveres (até o calibre 38), garruchas, pistolas de pressão e armas de competição. Tanto esse armamento quanto o apreendido pela polícia é enviado ao Exército para destruição. O Estado de Minas tentou contato com representantes das polícias Federal e Civil e do Exército em Juiz de Fora, mas ninguém foi encontrado para comentar o assunto.

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