Jornal Estado de Minas

Homem que deu 7 tiros em cabeça de mulher pega prisão domiciliar

Patrícia Gonçalves surpreendeu médicos ao resistir a ferimentos provocados por balas disparadas pelo marido. O caso teve repercussão internacional

Luiz Ribeiro

A Justiça de Minas Gerais em Montes Claros condenou o motorista de táxi José Ferreira Bastos, também conhecido como Zé Gotinha ou Zé Mato Seco, 49 anos, por tentativa de homicídio

No dia 10 de novembro de 2006, ele disparou sete tiros na cabeça de sua companheira, Patrícia Pereira Gonçalves, que sobreviveuO crime teve repercussão internacional.

- Foto: Patrícia ficou com projéteis alojados na cabeçaBastos, que estava preso desde a época do crime, foi levado a julgamento em julho de 2008, quando foi condenado a cumprir mais dois anos e oito meses de reclusão em regime abertoNo entanto, o Ministério Público recorreu e o Tribunal de Justiça anulou o júri.

Em novo julgamento, que começou na manhã desta quinta-feira, a defesa do taxista afirmou que o réu agiu sob forte emoção e que não tinha a intenção de matar PatríciaOs advogados alegaram que a mulher havia provocado o taxista

O júri, no entanto, não se convenceu e considerou o réu culpadoA sentença proferida pelo juiz Fausto Geraldo Ferreira Filho foi de quatro anos em regime abertoA pena, no entanto, será cumprida em prisão domicilar, já que em Montes Claros não há casa de albergadosJosé só poderá sair de casa durante o dia para trabalhar e voltar à noite para casaNo entanto, não haverá vigilância na residência.

O crime

Revoltado com o fim do relacionamento - que durou uma no e 10 meses -, o taxista José Ferreira foi à casa da ex-companheira e tentou agredi-la com uma facaDepois, o homem sacou o revólver e disparou sete tiros, sendo que seis pegaram na cabeça e um na mão direita da mulher.

A vítima foi socorrida e surpreendeu os médicos da Santa Casa de Montes Claros, que identificaram seis projéteis alojados no couro cabeludo, sem penetrar no crânio.