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Estado de Minas

Frequentadores do Parque JK pedem melhorias

Cinco anos depois de passar por obras de revitalização, parque municipal que recebe frequentadores vindos de vários bairros da Região Centro-Sul apresenta carências


postado em 23/02/2013 06:00 / atualizado em 23/02/2013 07:02

Iluminação precária, pistas trincadas, falta de banheiros e de segurança são as principais reclamações.(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Iluminação precária, pistas trincadas, falta de banheiros e de segurança são as principais reclamações. (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)


Revitalizado em 2008, ele fica bem perto da Vila do Acaba Mundo. De um lado, tem a Rua Engenheiro Caetano Lopes. Do outro, a Rua Professor Mello Cançado. Ele está ao centro, com 25 mil metros de área nobre de verde e lazer. O Parque Municipal Juscelino Kubitschek, mais conhecido como Praça JK, dá sinais de desgaste e divide opiniões de moradores e frequentadores do Bairro Sion, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Iluminação precária, pistas trincadas, falta de banheiros e de segurança são as principais reclamações. Grande parte do público reconhece o trabalho de limpeza e paisagismo. No entanto, para muitos, a manutenção dos aparelhos de ginástica, dos brinquedos e dos jardins carece de mais atenção.


Rubens Campello, de 69 anos, tem grande carinho pelo parque, especialmente pelas amizades construídas ali ao longo dos anos. O economista vê grande melhora do espaço, principalmente depois do apadrinhamento pelo Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (Sicepot-MG). No entanto, vê nas pistas e no calçamento irregular os menores problemas. “Pior aqui é a falta de banheiro. Grande parte do público da praça faz uso de remédios diuréticos e passa o maior aperto. Em Paris, você encontra banheiro público pago. Aqui, nem banheiros químicos eles conseguem instalar”, reclama.

Outra reclamação de Rubens, que já testemunhou assalto na praça, é a falta de um posto policial permanente. “Isso atenderia todos: frequentadores, moradores das áreas mais nobres e da favela, nos limites do parque”, considera. O movimento é grande sob o sol mais brando da manhã. Avós, pais e babás aproveitam o dia de céu azul para distrair as crianças. Bernardo Garcia, de 3, cumprimenta a estátua de Juscelino Kubitschek de frente para a Avenida Bandeirantes. “O que você acha da praça, Bernardo?”, pergunta o avô, Tércio Garcia, de 50. “Uma boa ideia”, responde, sorrindo, o mocinho, sem pensar duas vezes.

Para Tércio, morador do Bairro Mangabeiras, “a praça está muito boa. Problema são as raízes das árvores que estão danificando as pistas. Agora, se você quiser saber mesmo sobre a praça, pergunte ao meu pai. Ele está logo ali”, aponta. No banco de concreto, na sombra das árvores, o pai de Tércio, bisavô do pequeno Bernardo. Lauro Antônio da Silva, de 75, tem o mesmo sorriso aberto de seus descendentes. “Este lugar é excepcional. Muito bem cuidado e frequentado. O problema é a falta de estacionamento”, diz.

Elogios e queixas

Paisagista Renata Barroso sugere cuidado permanente com o verde(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Paisagista Renata Barroso sugere cuidado permanente com o verde (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
A paisagista Renata Barroso, de 40, elogia a praça e seus equipamentos. Considera os aparelhos suficientes para o lazer das crianças e dos adultos. No entanto, para manutenção da beleza e do tamanho da área, sugere cuidado maior e permanente com o verde, “observando sempre a substituição das espécies, o plantio e o replantio”. As donas de casa Patrícia Graziani e Simone de Oliveira Murta apontam os riscos do piso irregular. “Ontem mesmo, vi uma senhora tropeçar e cair”, relata Simone. Já Patrícia reclama da ferrugem e do desalinhamento dos aparelhos de ginástica.

Lúcio Gomes, de 43, comenta o mau cheiro do córrego, próximo à Rua Professor Mello Cançado. Para o artista plástico, muita gente “de pouca ou nenhuma educação” é grande responsável pela sujeira que enfeia parte do parque. Na água fedida, até uma cadeira azul, de praia. Garrafas PET, copos de iogurtes e sacolas plásticas ilustram a fala de Lúcio, morador do bairro. Marcas de falta de modos também nos três telefones públicos na avenida: embora estejam funcionando, estão com suas cabines depredadas.

Do outro lado da avenida, ao fundo, outro exemplo da falta de educação e cuidado com o equipamento público. A placa vertical educativa, com informações sobre postura e cuidados – como não conduzir cães sem guia e coleira, o recolhimento de dejetos, além de aviso sobre o uso indevido de bicicletas –, também foi alvo dos vândalos. Para Maria Helena, aposentada, praticante de caminhada, a praça é exemplar. “O problema são alguns indivíduos que ainda não aprenderam a respeitá-la”, ressalta.

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