Jornal Estado de Minas

Árvore tombada no Bairro Santo Agostinho morre e terá de ser arrancada

A planta fica na Rua Bernardo Guimarães estava infectada por cupins

Tiago de Holanda
Na lista de bens tombados pela Prefeitura de Belo Horizonte, alguns acabam perecendo, não importa o que se faça: são as árvores
Uma delas, apesar de protegida pelo poder público, foi esmorecendo, perdendo folhas, galhos..A paineira enraizada há quase um século em frente ao número 2.669 da Rua Bernardo Guimarães, no Bairro Santo Agostinho, morreu e deve ser completamente removida logo após o carnaval, segundo a Regional Centro-Sul

A paineira, que estreita a Bernardo Guimarães na esquina com a Rua Mato Grosso, começou a dar sinais de fraqueza há cerca de cinco anosTécnicos da prefeitura constataram que ela estava infestada por cupinsEm julho de 2011, com a contratação de uma empresa especializada em eliminação de pragas e a aplicação de inseticidas, foi iniciado o combate aos invasoresTarde demais.

A planta continuou a definhar e, no último fim de semana, perdeu parte do tronco, de 1,1 metro de diâmetroAté ontem, ninguém havia alertado a Regional Centro-Sul sobre o ocorridoParece que apenas João Heringer teria esse direitoConhecido como Coronel, o homem, morador de um prédio em frente à paineira, cuidava da árvore como se fosse da famíliaNa tarde de ontem, vizinhos informaram que ele estava viajando e ainda não sabia de nada.

“A árvore era linda, toda florida
EnormeMas já tem um tempo que ela está assim, sem nada”, lamentava, com expressão triste, a aposentada Wanda Vieira Leal, de 63 anos, que vive há 20 em um apartamento em frente à paineiraA árvore não é nem sombra do que já foi um diaEm 9 de abril de 1986, quando foi tombada pela prefeitura, estimava-se que tivesse quase 80 anosMedia 18 metros de altura e a copa se estendia por aproximadamente 20 metros de diâmetroHoje, resta apenas a base do tronco, desfolhado, envolto por um colorido jardim, criado e mantido pelo Coronel.