As explosões de caixas eletrônicos em Minas Gerais são comandadas de dentro dos presídios. O dinheiro obtido nestes ataques está sendo usado pelos criminosos para financiar outras atividades ilícitas, como a compra de armamento pesado e de drogas. A informação é do secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo de Carvalho Ferraz, que anunciou a criação de um núcleo de inteligência para tentar reduzir os índices desse tipo de crime em Minas Gerais.
“Investigações feitas recentemente apontaram que as explosões de caixas eletrônicos ocorrem principalmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Triângulo Mineiro e Vale do Aço e têm relação com detentos do sistema prisional dessas localidades. O dinheiro arrecadado nessas ações é empregado na aquisição de armas e de grandes quantidades de drogas”, afirmou o secretário.
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Bandidos explodem média de um caixa eletrônico por dia em dezembro no EstadoEm janeiro, 20 suspeitos de envolvimento em ataques a caixas eletrônicos foram presos em MGBandidos explodem caixa eletrônico sem conseguir levar nenhum tostãoMais um caixa eletrônico é explodido na Grande BHDois caixas eletrônicos são explodidos e criminosos levam R$ 15 mil em ContagemTrio invade agência bancária e explode caixa eletrônico em BuenópolisO secretário também anunciou que vai pedir apoio do Congresso Nacional para exigir mais participação dos bancos no combate às quadrilhas e para tipificar essa forma de ataque como crime. Atualmente, as explosões dos terminais de saque e depósito são consideradas roubo a banco, e não há distinção se a ação for praticada por arrombamento ou com o uso de explosivos. Um documento será encaminhado aos deputados federais e senadores de Minas Gerais, pedindo para que eles transformem em projetos de lei as propostas das forças policiais.
Minas Gerais tem cerca de 7 mil terminais bancários e as explosões são cada vez mais frequentes. Somente em dezembro 22 caixas foram atacados, aumentando o rastro de destruição e insegurança deixado pelos ladrões.
A reunião das forças de segurança do Estado para debater a onda de explosões e formas de combater esse crime de forma eficaz ocorreu pouco depois de um novo ataque na capital.
Na Avenida Bernardo de Vasconcelos, no Bairro Palmares, na Região Nordeste de BH, bandidos explodiram um caixa eletrônico em uma agência do Bradesco. De acordo com a PM, os ladrões usaram explosivo com alto poder de destruição e boa parte do imóvel foi danificada. O grupo conseguiu levar o dinheiro armazenado no terminal eletrônico, mas a quantia não foi revelada.
Força desproporcional
Por meio de nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) respondeu à proposta da Seds de exigir das instituições financeiras maior atuação no combate às quadrilhas que cometem esse tipo de crime. A Febraban “reconhece o aumento de assaltos e arrombamentos com uso de força desproporcional, com armamentos pesados, de elevado poder de destruição, inclusive explosivos”.
No documento, a federação dos bancos ainda reconhece que “os meios de segurança usados atualmente são insuficientes frente à violência empregada”. Por fim, alega “que os bancos brasileiros atuam em estreita parceria com os governos para conter os crimes e propor novos padrões de segurança..