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Estado de Minas

Minas está em alerta contra possíveis ataques de facções criminosas


postado em 18/11/2012 07:13 / atualizado em 18/11/2012 07:18

Orientação é manter a prontidão para reprimir qualquer tentativa de ação violenta ordenada por bandidos paulistas(foto: Tulio Santos/EM DA Press)
Orientação é manter a prontidão para reprimir qualquer tentativa de ação violenta ordenada por bandidos paulistas (foto: Tulio Santos/EM DA Press)
Minas está em alerta contra possíveis ataques de facções criminosas, como os que vêm aterrorizando São Paulo e Santa Catarina, e aumentou a vigilância nas fronteiras e o monitoramento da movimentação de detentos nos presídios do estado. A informação é do secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz. Ele informou que desde o início da onda de assassinatos de policiais em território paulista, no mês passado, os órgãos de segurança pública de Minas Gerais intensificaram a sua ação.

“Estamos fazendo um trabalho preventivo. Todas as movimentações no sistema prisional estão sendo acompanhadas pelo nosso serviço de inteligência. Por enquanto, não temos indícios do planejamento de ações violentas, como as que estão ocorrendo em São Paulo e no Sul do Brasil. Sei que existem muitos boatos sobre ataques, mas não há nada que confirme essa possibilidade”, disse o secretário.

O comando da Polícia Militar também informou que não há nada que indique a realização de ações violentas ordenadas por organizações criminosas, mas não descarta essa possibilidade. “Sempre nos mantemos preparados. A tropa está orientada e de prontidão”, informou o chefe de comunicação da PM, tenente-coronel Alberto Luiz Alves. De acordo com ele, em caso de alerta todas as unidades da corporação serão imediatamente avisadas para reagir às agressões.

EM CONTAGEM

Fontes da Polícia Civil disseram ontem ao Estado de Minas que uma ordem de ataque às forças de segurança de Minas teria partido de presídios paulistas e encaminhada a duas unidades carcerárias mineiras, as penitenciárias José Maria Alkmin, em Ribeirão das Neves, e Nelson Hungria, em Contagem. Ainda de acordo com essas fontes, a orientação da facção criminosa foi dada na noite de anteontem e imediatamente interceptada pela inteligência da Polícia Civil. Os ataques teriam início em Contagem e depois se estenderiam a outros municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

O objetivo dos ataques em Minas, ainda segundo foi informado ao jornal, seria ampliar o raio de atuação da organização criminosa nascida nos presídios paulistas, atualmente restrita àquele estado, além de reagir à transferência de alguns líderes da facção de São Paulo para presídios federais no Norte e no Nordeste do Brasil.

O EM apurou que o acompanhamento da atuação dessa organização criminosa em Minas já é feito pela polícia há alguns anos e que hoje já se sabe que o grupo está presente em pelo menos três regiões do estado: o Sul de Minas, o Triângulo e a Região Central. Sabe-se ainda que esses núcleos reúnem cerca de 200 criminosos e que o nível de organização ainda é incipiente, embora nos últimos dois anos tenha aumentado o número de “batismos” (cerimônia de adesão ao grupo) no interior de alguns presídios e em áreas onde a organização tem o controle do tráfico de drogas.

ATAQUES

Desde o mês passado, policiais de São Paulo se transformaram em alvos da principal facção criminosa no estado. A orientação dos chefes dos criminosos é para matar PMs, policiais civis e agentes penitenciários. Além disso, o grupo determinou ataques a ônibus, que foram queimados, e a prédios públicos. A polícia paulista prendeu quatro homens envolvidos em mortes de PMs. Eles confessaram que cometeram os homicídios em troca do perdão de dívidas que tinham com a organização criminosa. Além da capital paulista e cidades da Grande São Paulo, foram registrados atentados contra policiais no interior do estado.

Em Santa Catarina, a onda de violência teve início na madrugada do dia 12, quando os criminosos realizaram ataques em Navegantes, Criciúma, Florianópolis, Itajaí e Blumenau. Na lista de crimes estão ônibus incendiados, apedrejados e tiros contra presídios e postos da PM. Já ocorreram confrontos entre bandidos e a polícia, com a morte de quatro suspeitos.


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