Em agosto de 2010, o promotor de Justiça Ângelo Ansanelli Júnior recebeu denúncias sobre as fraudes e realizou um levantamento sobre os bens dos suspeitosEle constatou que o patrimônio dos policiais civis era incompatível com a renda dos cargos ocupados por elesAs informações foram passadas o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Combate ao Crime Organizado (CAO-Crimo) e ao Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCOC) que realizou uma operação para prender os envolvidos
De acordo com o MPMG, o chefe do esquema era o filho do delegado, Alexandre Clayton Rezende Além de policial, ele era o dono da auto-escola Sinal Verde e a utilizava para o esquema de facilitação de exames de habilitaçãoTambém faziam parte da quadrilha os policiais, Lineu Lamounier Junior, Sérgio Lúcio Simão, Racilane Antonio da Silva Costa e João Pedro de RezendeAo todo foram denunciadas 81 pessoas, entre policiais, despachantes e instrutores da auto-escola, que não tiveram os nomes divulgados
Alguns dos denunciados atuavam como intermediários, captando pessoas para a obtenção da carteira, outros eram responsáveis pela aprovação dos candidatos que pagavam propina ou cuidavam da distribuição dos valores apurados.
Nas apurações ficou claro que o delegado João Pedro utilizava sua influência junto à Polícia Judiciária para manter na banca examinadora o filho dele e os demais policiais envolvidos, mesmo sabendo do esquema de corrupçãoEle também exigia a aprovação dos candidatos que ele indicava e de ameaçava os policiais que se recusavam a obedecer às ordens dos integrantes da quadrilha
O juiz Paulo César Augusto de Oliveira Lima determinou o afastamento dos policiais das funções na Polícia Judiciária e dos diretores, instrutores e proprietários de auto-escolas denunciados