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Estado de Minas

Chuva ajuda a controlar o pior incêndio do Parque Nacional da Serra do Cipó

O combate às chamas eram feitos desde o último sábado por 80 brigadistas


postado em 13/10/2012 16:57 / atualizado em 13/10/2012 17:14

As chamas consumiram mais de seis mil hectares de vegetação(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press)
As chamas consumiram mais de seis mil hectares de vegetação (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press)

Após sete dias de suor e empenho durante o dia e a noite, 80 brigadistas voluntários do Instituto Chico Mendes (ICMBio) contaram com a ajuda dos céus para debelar o pior incêndio do Parque Nacional da Serra do Cipó, em Santana do Riacho, Região Central de Minas Gerais. De acordo com o coordenador das ações de combate, Paulo Sérgio Campos Avelar, as chamas consumiram 6,2 mil hectares da vegetação. “Esse é o maior incêndio tanto em termos de área queimada, quanto aos danos ambientais sofridos no parque. O fogo causou muita poluição atmosférica. Todas as áreas abertas para o público foram totalmente queimadas”, explica Avelar.

O incêndio, considerado criminoso, começou a devastar o parque no último sábado. Durante a semana, os brigadistas juntaram forças para tentar controlar as chamas, porém não estavam tendo êxito. “Há quatro dias estávamos no combate diurno e noturno. Até ontem (sexta-feira) a tarde tinha uma linha de fogo em descontrole. O fogo pulou o Ribeirão Bocaína, e atingiu a vegetação em um outro acesso aos turistas, uma área que ainda não havia sido queimada”, afirma Paulo.

Os 80 brigadistas contaram com a ajuda de seis aviões Air Tractor e quatro helicópteros. As aeronaves foram usadas para transportar os voluntários e também para jogar água nos focos nesta sexta-feira. Porém, os fortes ventos prejudicava os trabalhos. “Saímos do parque às 2h da manhã. Conseguimos controlar a linha de fogo para não descer a montanha. Mas ela continuava a subir a serra. Durante a madrugada choveu na região e graças a Deus o fogo foi controlado”, comemora o coordenador.

Neste sábado, os brigadistas estão em patrulhamento na área atingida para não deixar o incêndio reacender. “Apesar da chuva, ele pode voltar”, alerta Avelar.

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