Jornal Estado de Minas

Supermercado de BH vai indenizar funcionária acusada de facilitar assalto à loja

A empregada foi apontada pela chefia de segurança do supermercado como comparsa dos criminosos que invadiram o estabelecimento. Ela foi demitida poucos dias depois do crime

Luana Cruz, Paulo Filgueiras, Cristiane Silva, Daniel Camargos, Mateus Parreiras, Pedro Rocha Franco, Luciane Evans, Leandro Couri
Um supermercado de Belo Horizonte terá de indenizar em R$50 mil uma empregada que foi demitida sob acusação de ter facilitado um assalto à loja em que trabalhava
Segundo o processo, a funcionária foi apontada pela chefia de segurança do supermercado como comparsa dos criminosos que invadiram o estabelecimentoDias após o assalto, a trabalhadora foi retirada da função de caixa e assistente da tesourariaEla ficou proibida de entrar na tesouraria, tendo de permanecer na loja batendo pontos de entrada e saída, mas sem trabalhar efetivamenteEm pouco tempo ela foi dispensada

Se sentido humilhada, a empregada entrou com ação pedindo indenização por danos moraisO juiz de primeira instância concedeu indenização e afirmou que o caso "chega às raias do bizarro", pois a trabalhadora fora rendida por um dos assaltantes e forçada a abrir o cofre da loja com uma arma apontada para a cabeça

O supermercado recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) negando ter acusado a funcionária e dizendo que ela não foi demitida por justa causa em decorrência do assaltoO TRT manteve condenação da empresa, que recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST)A Sexta Turma TST também deu um parecer favorável à funcionáriaNo voto, a relatora ministra Kátia Arruda considero que a mulher foi vítima de acusações infundadas e humilhação