O objetivo é uma antiga reivindicação e pela qual a categoria tem feito várias manifestações: o fim do preconceito contra a considerada mais antiga profissão da história
No concurso será lançado também o Dia Nacional sem PreconceitoAs atividades começam ao meio-dia com término previsto para as 22 horasAs concorrentes usarão roupas casuais, íntimas e fantasias, sobre um tapete vermelhoA presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), Maria Aparecida Vieira (Cida), avisa que a luta é pela igualdade de direitos: “Não se trata de um concurso de belezaÉ um ato político em prol de direitos e cidadania”, afirma.
Segundo Maria Aparecida, o concurso é mais uma forma de lutar pela legalidade da profissãoA atividade deixou de ser considerada crime no Brasil, mas não foi regulamentada“Temos que exigir nossos direitos e acabar com a violência e a tortura psicológica que muitas de nós sofrem”, argumenta Maria Aparecida, comentando que as 30 participantes, com idade entre 18 e 50 anos , vão ganhar um prêmio pela coragem de desfilar“Vamos eleger a mais simpática, a que demonstrar mais autoestima e mais empenho na luta pelos direitos da categoria”, adianta.
Seleção
As 30 modelos inscritas foram selecionadas em boates, ruas e demais áreas de atuaçãoO júri terá representantes da Associação das Lésbicas de Minas Gerais, um desembargador, um delegado e um técnico da Rede Brasileira de Prostitutas (RBP)“Não vou concorrer, ainda trabalho escondida de minha família
A maioria das participantes acredita que a luta pelo fim do preconceito está dando seus passos e que a iniciativa venha contribuir para uma maior aceitação das profissionais do sexo, que hoje conseguem sair de seus locais fechados de trabalho e se mostrar“Nossas demandas são muitas, não podemos mais ficar somente fechadas em quartos íntimosTemos que encarar nossa realidade e pedir, sobretudo, o fim da violência contra a nossa profissão”, comenta Conceição Fernandes, a Fê, 26 anos, que está trabalha há quatro anos.