Segundo processo, a funcionária foi chamada, várias vezes, de "veadinho" e "sapatona", o que a deixou envergonhada a ponto de chorarUma testemunha relatou que viu o dono do restaurante comentando sobre a sexualidade da funcionária com vendedor de doces que tem ponto próximo ao restauranteO proprietário do estabelecimento alegou que a própria empregada pedia para ser chamada de "João" pelos colegasPara a empresa, isso demonstra que não havia preconceito e assédio moral
No entanto, a Justiça entendeu de outra maneiraApesar de as testemunhas levadas pelo restaurante terem relatado que a colega gostava mesmo de ser chamada de "João", isso não justifica o desrespeitoPara o juiz substituto Mauro Elvas Falcão Carneiro, o tratamento dirigido à trabalhadora, inclusive na frente de clientes, era ofensivo e causou dano moralO magistrado considerou que a funcionária tem o direito de reforçar sua condição de homossexual sem passar por constrangimentos
O comportamento da empregada foi levada em consideração apenas para a fixação do valor da indenização