Integrantes das torcidas organizadas do Cruzeiro Máfia Azul e Pavilhão Independente, que brigaram e, durante a confusão, depredaram a Estação de Metrô Santa Tereza, no bairro do mesmo nome, na Região Leste de BH, diomingo à noite, vão ser investigados por formação de quadrilhaA informação é do delegado Felipe Falles, da Delegacia de Polícia de Eventos, que abriu inquérito para apurar a prática de possíveis crimes pelos torcedores cruzeirensesO policial destacou que a briga de domingo à noite foi o sexto confronto seguido nos últimos meses e a suspeita é que as duas agremiações estejam marcando os confrontos pela internet.
O comportamento dos torcedores na briga de domingo à noite, que resultou em vários danos na estação de metrô, reforça a desconfiança dos policiaisJá sabendo dos constantes confrontos entre as duas torcidas, militares do Batalhão de Polícia de Eventos (BPE) escoltaram a Pavilhão até o Bairro Santa Efigênia, sede da agremiação na Região Leste, e a Máfia Azul até a Estação Horto do metrô, no bairro de mesmo nome “Integrantes da Pavilhão deixaram sua sede e foram a pé até a Estação Santa Tereza para atacar a Máfia Azul, que passaria de metrô no localQuando elas se encontraram, começou o tumulto”, diz o tenente-coronel Cícero Cunha, comandante do BPE.
Nesse momento, segundo o militar, torcedores da Pavilhão quebraram um muro próximo à estação e começaram a jogar tijolos nos rivais, enquanto os integrantes da Máfia Azul retiraram pedras dos trilhos do metrô e as lançaram contra os rivais que estavam fora da estaçãoSegundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), em nota enviada à imprensa, “um trem foi avariado, incluindo a retirada do vidro de uma das portasNa estação foram arrancadas uma placa de publicidade, três extintores, duas lixeiras, uma caixa de correio e um telefone público, além de grande sujeira deixada no local”, diz o comunicado
O Batalhão de Eventos prendeu 18 torcedores em flagrante, sendo 13 da Máfia Azul e cinco da PavilhãoNa delegacia eles foram enquadrados no Estatuto do Torcedor por promover a desordem em estádio ou no entorno, crime de menor potencial ofensivo em que a pena varia de um a dois anos de reclusãoPor isso, eles foram liberados depois de assinar o TCO Posteriormente, eles serão chamados à Justiça para receberem uma sentença, que pode ser prestação de serviços comunitários, comparecimento à autoridade de plantão nos dias de jogos, entre outros
Segurança reforçada
Ainda segundo a nota da CBTU, há um mês a estatal “dobrou os efetivos de segurança dentro dos trens de modo a garantir tranquilidade durante as viagens realizadas”, de acordo com os jogos na Arena IndependênciaA companhia também informou que vem conversando com o Comando de Policiamento da Capital (CPC) para melhorar a segurança nas 19 estações do metrô de BHHoje a empresa fará uma reunião para definir formas de buscar o ressarcimento de danos e só depois será possível falar sobre possíveis ações da CBTU buscando a responsabilização dos brigões.
O Estado de Minas procurou o Comando de Policiamento da Capital (CPC) para saber quais são os planos da polícia para conter as brigas entre torcedores no metrô da capital, mas não teve retornoO Ministério Público também foi procurado, mas, segundo a assessoria do órgão, o promotor Edson Antenor, que acompanha os casos envolvendo torcedores brigões, está de férias.
Como ficou?
Morte de cruzeirense
À espera de julgamento
Dos 12 integrantes da torcida organizada Galoucura acusados de matar a pauladas e pontapés o torcedor cruzeirense Otávio Fernandes, de 19 anos, em 27 de novembro de 2010, em frente ao Chevrolet Hall, Bairro São Pedro, Região Centro-Sul de BH, 11 foram pronunciados para ir à júri popularDesses 11, cinco preferiram não entrar com recurso e aguardam apenas a marcação do julgamento, que pode ser em conjunto ou em separadoOs outros seis entraram com recurso contra a pronúncia e apenas um deles, Matheus Felipe Magalhães, o Tildan, já apresentou as razões para recorrerOs demais ainda estão no prazoO recurso será julgado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais No grupo que entrou com recurso estão dirigentes da torcida como William Tomaz Palumbo, o Ferrugem, e Roberto Augusto Pereira, o Bocão.