Todo o esquema para garantir a segurança na Copa das Confederações e na Copa do Mundo em Belo Horizonte já está traçado e o quartel-general já tem nome e endereçoTrata-se do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que vai reunir num único espaço as polícias Civil, Militar e Federal, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Defesa Civil e agentes municipaisO centro vai filtrar e notificar todas as ocorrências para que as decisões sejam tomadas em conjunto e com agilidadeSomente na área de inteligência serão capacitadas 300 pessoas, informou o secretário adjunto de Defesa Social, Denilson Feitoza
O governo do estado vai investir R$ 64 milhões, sendo R$ 36 milhões na instalação do CICC, incluindo a construção de um prédio no Bairro Gameleira, na Região Oeste da capital, R$ 20 milhões em equipamentos e R$ 8 milhões em softwares “Serão muitos equipamentos se comunicando, formando uma rede nacional de centros integrados”, acrescentouCom a nova tecnologia, todas as câmaras do Olho Vivo receberão software de reconhecimento de placas de veículo
Até o fim deste ano vai ser inaugurada a Sala de Situação e de Gerenciamento de Crises e Grandes Eventos, que será um teste para o centro, também com representantes de todos os órgãos da Defesa SocialO espaço, de 900 metros quadrados, ficará na Cidade AdministrativaA capacidade é para 120 pessoas, das quais 40 do serviço de inteligênciaO custo será de R$ 1,7 milhão.
Do local, será possível monitorar aeroportos, estádio, fun fests – espaços que transmitem os jogos e têm eventos culturais –, hotéis e áreas de concentração de torcedores e turistas
De acordo com Denilson Feitoza, as entidades militares do estado são capazes de lidar de maneira ordinária com grandes eventos, como carnaval, mas não com um megaevento como a Copa do Mundo“Ela traz riscos para qualquer localidadePodemos ter aqui 190 países, com delegações estrangeiras, algumas com históricos de ataques terroristasA Copa do Mundo, independente do país onde é realizada, é um grande teste para as forças de segurança”, disse
O prédio do CICC, segundo Feitoza, não agrega apenas pessoas“Terá tecnologia de softwares, computadores, videomonitoramento e solução integradora de sistemas, com informações de várias setoresTerá acesso a todas as bases de dados que o estado precisa para enfrentar uma ocorrência complexa”, afirmou