“A intenção é ter um bairro vertical, mais sustentável, que terá serviço, comércio e lazer próximo às moradiasPartilhar espaço para aproximar pessoas não só dos lugares, mas também do convívio público, devolvendo o cidade para o cidadão”, afirma a secretária adjunta Municipal de Planejamento Urbano, Gina RendeA princípio, os edifícios não terão limitação de altura, apenas do coeficiente de aproveitamento da construção (área edificada, em relação à metragem do terreno)“Não nos interessa que a taxa de ocupação seja baixaQuanto mais fina a torre, maior a possibilidade de essa ocupação ocorrer também no nível do chão, com uma área onde se pode ter ciclovia, deslocamento de transporte coletivo, áreas de compras e de estar”, acrescentaO conceito prioriza quadras abertas, mais espaços de uso público e verde, numa cidade mais sustentável.
As propostas exigirão mudanças de zoneamento da capital
Segundo Gina Rende, o desafio é intensificar o adensamento em regiões próximas ao transporte “Melhor do que verticalizar a cidade inteira é a concentração onde há infraestrutura e acesso e onde as pessoas conseguem se deslocar com facilidade”, diz a secretária, acrescentando que serão incentivados os zoneamentos mistos (comércio, serviço e residencial)“A lógica é trabalhar perto de casa, o que é fundamental para que a cidade consiga driblar, de certa forma, gargalos intransponíveisO sistema viário tem um limitador sério que são as próprias vias e estudos apontam que não há solução para o transporte individual”, ressalta
Barreiro
A primeira empreitada será no Barreiro, perto da estação BHBus da Avenida Afonso Vaz de MeloA proposta é de coeficiente máximo de 5 (o que significa construção cinco vezes maior que a área do terreno)A grande mudança é que nos corredores candidatos à verticalização o índice atual é entre 0,5 e 1
Os estudos da verticalização do Vilarinho, perto da estação BHBus e metrô e da Catedral Cristo Rei, estão em fase inicial
Mudanças no Plano Diretor, no Estatuto da Cidade e na Lei de Uso e Ocupação do Solo, como em pontos relativos ao imposto progressivo, outorga onerosa e de uso, só devem ocorrer em 2014 Quinta-feira, a prefeitura apresentará à população, em audiência pública no auditório do Dayrell Hotel, no Centro, o que será alterado e como isso ocorreráMas um desfecho está previsto para até início de outubro, quando as empresas contratadas entregarem os projetos concluídosAs discussões continuarão na Câmara e na Conferência de Municipal de Política Urbana, ano que vem
Mas o que for definido nas operações urbanas consorciadas – nome dado ao um instrumento que permite à administração pública impor normas mais específicas em áreas de maior interesse –, não precisará esperar os próximos dois anosEsse é o caso dos projetos de verticalização e da alteração na região do Isidoro (Norte de BH), onde os empreendimentos estão em fase de licenciamento, porque não são necessárias mudanças na legislação
Novo perfil
Verticalização está Prevista num raio de 600 metros das estações de ônibus, BRT e metrô
Áreas contempladas
l Barreiro (Estação BHBus da Avenida Afonso Vaz de Melo)
» Fase: projeto está concluído e será enviado para a Câmara Municipal depois das eleições
Vilarinho (nas proximidades da Catedral Cristo Rei e da Estação Vilarinho)
» Fase: projeto em início de estudos
Avenidas Antônio Carlos e Pedro I
» Fase: proposta ainda será estudada
Avenida dos Andradas
» Fase: proposta ainda será estudada
O que muda nos corredores?
Como é: hoje não são permitidas grandes construções nessas áreasOs coeficientes de aproveitamento (área edificada, em relação à metragem do terreno) variam entre 0,5 e 1, o que resulta em prédios de no máximo dois andares.
Como será: com o novo plano, os coeficientes aumentam Pela proposta da PBH, no Barreiro eles poderão chegar até 5A princípio não haverá limites de altura
Como construir
Empreendedores poderão comprar imóveis ou terrenos e deverão pagar o coeficiente ao poder público, por meio, por exemplo, dos certificados de potencial adicional de construção (Cepac)