Segundo o comandante do Batalhão de Trânsito da PM, tenente-coronel Roberto Lemos, já houve duas reuniões entre MP e a polícia“A cidade precisa de um termo desse tipoO objetivo é estabelecer local, hora e itinerário, para que o interesse de uma parte da população não prejudique o direito de ir e vir de outraFechar cruzamentos e fazer passeata às 18h não dá certo, não podemos aceitar Quem está em pé dentro de um ônibus e fica duas horas esperando não deve ser prejudicado, por isso achamos que as regras são necessárias”, afirma o tenente-coronelAinda segundo ele, vários movimentos ocorrem sem aviso prévio às autoridades, o que também deverá ser obrigatório com a criação de um TAC.
A assessoria de comunicação do MP informou que há negociação em andamento com entidades de classe para tentar disciplinar as manifestações, mas ainda não é possível dizer se será firmado um TACSó o andamento das conversas vai mostrar qual atitude será tomadaPode ser um TAC, mas também pode ser uma recomendação ou outra intervenção ainda não especificada pelo MP, segundo a assessoria.
Em nota, a BHTrans informou que tem planos operacionais para fazer desvios emergenciais nos principais pontos escolhidos para manifestações “Sempre que os manifestantes vão para a porta da prefeitura, os agentes da BHTrans já operacionalizam o desvio utilizado na Feira de Artesanato, subindo pela Rua da Bahia
Para o comandante do policiamento especializado, coronel Antônio de Carvalho, os protestos pretendem chamar a atenção e por isso são feitos sempre no Centro da capital“O que fazemos é tentar uma negociação com os manifestantes para causar o menor transtorno possívelCom alguns movimentos esse processo é mais fácil, porém, com outros é bem mais complicadoMas posso dizer que com a maioria conseguimnos ter sucesso Uma das principais exigências é a presença da imprensaQuando os veículos de comunicação chegam, eles liberam a pistaTodo movimento desse tipo gera um boletim de ocorrência que é encaminhado para as demais autoridades”, afirma o coronel.
CONTROLE SOB PROTESTO
A presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/Minas), Beatriz Cerqueira, não concorda com a decisão das autoridades e aponta três aspectos que se relacionam com as manifestações“Primeiro, 23 manifestações em 63 dias mostram que muitos conflitos estão acontecendo em Belo HorizonteAs autoridades deveriam se preocupar em mediar essas situações e não restringirEm segundo lugar, o trânsito de Belo Horizonte já está caótico e é uma injustiça atribuir às manifestações a culpa pelos engarrafamentos