Jornal Estado de Minas

Funcionários dos Correios encontram pacote com ossos em Uberlândia

Pacote veio de Garanhuns (PE) com destino à cidade mineira. Polícia Militar voltou aos Correios nesta manhã para registrar a ocorrência. Ainda não é possível afirmar se são ossos humanos.

Cristiane Silva
Segue sem explicação o caso de um pacote com ossos encontrado por funcionários do Centro de Distribuição dos Correios em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na segunda-feira
A empresa, seguindo determinação da central em Brasília, foi orientada a se pronunciar através de notaDe acordo com a Assessoria de Comunicação Social dos Correios em Minas, os ossos foram identificados através de um aparelho de raio-x

A encomenda foi postada em Garanhuns (PE), cidade onde ocorreu o episódio conhecido como o dos “canibais de Garanhuns”, quando três pessoas foram presas acusadas de assassinatos em série e canibalismoO destino da encomenda era a cidade de UberlândiaAinda não é possível afirmar se os ossos encontrados são humanos.

Segundo o tenente Leandro Ângelo de Menezes, comandante da 171ª Companhia do 32º Batalhão da Polícia Militar, os policiais foram acionados pelos Correios, mas o procedimento padrão da empresa seria comunicar a Polícia Federal (PF), embora qualquer órgão policial possa fazer o registroEles foram orientados a entrar em contato novamente com a PFComo até esta quarta-feira o caso não teria sido registrado junto à Polícia Federal, os militares da companhia voltaram aos Correios para fazer o boletim de ocorrênciaA perícia também foi acionadaSobre o conteúdo da caixa, o policial suspeita que possa ter relação com algum culto religioso“Dentro da embalagem havia quatro pequenos ossos, um pedaço de tábua com alguns nomes e uma cruz envolta em um pedaço de couro”, explica o militar


A Polícia Civil de Uberlândia informou que até o momento não teve acesso oficialmente ao casoAo ser notificada, a PC encaminha o material ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, onde será examinadoCaso seja confirmado que trata-se de partes de uma ossada humana, uma carta precatória é encaminhada a Garanhuns para que a Polícia Civil de lá procure ouvir o responsável pela postagemA Polícia Federal (PF) de Uberlândia também disse não ter sido acionada a respeito da ocorrência