Representantes do Grupo Executivo de Gestão Articulada do Trânsito (Gegat) de Belo Horizonte se reuniram ontem pela primeira vez. Mesmo sem todos os integrantes – apenas quatro compareceram –, eles sugeriram duas medidas para melhorar o tráfego na capital: restringir a circulação de caminhões que fazem serviços como corte de árvore ou manutenção de canteiros e promover uma campanha para conscientizar a população de que o responsável por retirar o carro da via quando acontece um acidente sem vítima é o motorista. Estiveram presentes o diretor-presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar, o secretário municipal de Segurança Urbana e Patrimonial, coronel Genedempsey Bicalho, o secretário municipal de Governo, Josué Valadão, e o superintendente da Sudecap, Fernando Jannotti. Ainda faltam membros da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
“Essa primeira reunião foi restrita aos membros da PBH. Ainda aguardamos os outros órgãos definirem seus representantes para fecharmos propostas que de fato serão implementadas no trânsito da capital. De qualquer forma, já podemos dizer que vamos trabalhar em cima dessas duas possibilidades. Hoje, parte da população ainda acredita que deve esperar a presença de autoridades quando acontecem acidentes sem vítimas e isso não é necessário. É importante que as pessoas tirem os carros quando não houver feridos, mas ainda vamos analisar qual a melhor forma de fazer essa conscientização”, diz Ramon Victor.
Controle
O novo Centro de Controle Operacional (CCO) da BHTrans deve começar a funcionar no fim de junho de 2013. Ele é a grande aposta da empresa para modernizar o monitoramento do tráfego na capital e diminuir o tempo de resposta nas ocorrências que complicam a mobilidade do belo-horizontino. No último sábado, foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) o parecer favorável do Conselho Municipal de Política Urbana (Compur) sobre o estudo de impacto do novo prédio de três pavimentos que será construído na sede da BHTrans para abrigar o CCO. O relatório produzido pelo conselho será submetido a votação na próxima reunião do Compur, marcada para 31 de maio. Antes disso, em 28 de maio, serão julgadas as propostas das empresas interessadas em construir o novo edifício.
Atualmente, nove contratos estão em vigor para manter as tecnologias que vão aparelhar o centro de controle. Câmeras, painéis eletrônicos, sistema inteligente de controle de semáforos, fibra ótica, equipamentos de informática, entre outros. Segundo a BHTrans, serão 96 câmeras espalhadas pela área central e pelos grandes corredores, sendo que 76 já estão em operação. Os painéis de mensagem variadas também serão ampliados. Hoje, funcionam 10 na capital com informações diversas aos motoristas. Até a inauguração do novo centro serão mais nove, totalizando 19. Outra mudança que já está sendo implantada é a modernização do acompanhamento dos semáforos, para permitir o controle inteligente e on-line dos cruzamentos com sinais de trânsito. A empresa acredita que o CCO será importante principalmente para visualizar os pontos de problema e agir de maneira mais eficiente.
Todo o custo do projeto, segundo a BHTrans, é de R$ 31,6 milhões, garantidos por um empréstimo da Caixa Econômica Federal (CEF). Para o consultor em transporte e trânsito Osias Batista Neto, o centro de controle é uma alternativa muito importante, mas já vem tarde. “Ele é fundamental, pois é possível controlar os congestionamentos de longe. A partir de um problema, você consegue pensar em opções, como mudar os tempos de semáforos e pode avisar os condutores com mensagens pelos painéis. Vejo a criação do centro como uma etapa, pois câmeras e painéis ainda estão previstos em um número pequeno perto do tamanho do sistema viário. Depois que estiver pronto teremos uma situação melhor que hoje, mas que deverá ser ampliada”, diz o especialista.
