Jornal Estado de Minas

Acesso para o Vetor Norte de BH está congestionado

Avenida Antônio Carlos registra maior retenção de veículos no segundo dia depois da interdição da Santos Dumont

Guilherme Paranaiba Landercy Hemerson
Engarrafamento na Antônio Carlos ocorreu no trecho entre o Complexo da Lagoinha e o Hospital Belo Horizonte, no sentido Centro, durante a manhã de ontem - Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS

A Avenida Antônio Carlos foi a via mais congestionada na manhã de ontem, no terceiro dia da greve dos metroviários e no segundo do fechamento da Santos Dumont para implantação das obras do BRT (transporte rápido por ônibus)A via registrou grande retenção de veículos entre o Complexo da Lagoinha e o Hospital Belo Horizonte, no Bairro Cachoeirinha, na Região Nordeste de BHAs filas se formaram na faixa dos carros e na pista exclusiva para ônibus e táxis e complicaram todas as opções de ligação com o CentroA BHTrans informou que a lentidão foi causada principalmente por conta de duas ocorrências: um caminhão estragado e uma manifestação que interditou várias ruas da região.

No horário de pico, a lentidão seguiu a rotina de um dia normal, conforme a empresaMas depois das 9h o trânsito na Antônio Carlos ficou parado nas proximidades do Complexo da LagoinhaOs reflexos ultrapassaram o Hospital Belo Horizonte e testaram a paciência dos motoristasO tráfego ficou complicado até para motociclistas, que tiveram dificuldade de transitar entre os veículos parados.

O administrador de empresas Leonardo Botelho Vieira e Silva, de 25 anos, mora na Região da Pampulha e passa todos os dias pela avenida para chegar ao CentroEle tem a possibilidade de esperar o horário de pico e achou estranha a retenção por volta das 10h“Hoje (ontem) foi atípicoImaginei que seria um acidente, mas não vi nada diferente que motivasse uma retenção tão grande e tão tarde”, diz ele.

De acordo com a BHTrans, os problemas começaram exatamente às 9h11, quando um caminhão teve problemas mecânicos na esquina da Antônio Carlos com a Rua Comendador Nohme Salomão, no Bairro Lagoinha, Região Noroeste de BHO veículo só foi removido às 9h44
Nesse intervalo, por volta das 9h30, manifestantes do movimento dos sem-teto percorreram várias ruas da área central e chegaram a fechar completamente o cruzamento das avenidas Amazonas e Afonso Pena, na Praça SeteAinda segundo a BHTrans, o trânsito só foi liberado às 11h03.

No entorno da Avenida Santos Dumont, não houve retenção no trânsitoO movimento esteve normal no trecho da avenida que segue liberado e o comércio funcionou em meio à circulação intensa de pedestresNas ruas Guaicurus e Caetés, usadas como desvios, o tráfego fluiu normalmente, apesar do grande movimento de carros e pedestresJá na Rua Tupinambás, principalmente no cruzamento com a Avenida Olegário Maciel, o trânsito ficou lento, o que causou vários bloqueios de cruzamentosComo a rua é um acesso importante à Afonso Pena, onde ocorria a manifestação, a opção foi a Rua Curitiba.

Depois de dois dias tumultuados no trânsito, inclusive com chuva, a volta para casa ontem foi tranquila nos principais corredoresMas veículos com problemas mecânicos complicaram o trânsito na Avenida Olegário Maciel, no Bairro de Lourdes, Centro-Sul, na Rua José Rodrigues Pereira, na saída do Buritis, Oeste da capital, entre outras viasNa Avenida Antônio Carlos, na Pampulha, um atropelamento deixou o tráfego lentoDe acordo com a BHTrans, os problemas no trânsito no fim da tarde e começo da noite foram relacionados a quebras de veículos e a pequenos acidentes, em locais específicos.

Greve no metrô

A paralisação dos metroviários entrou no terceiro dia com escala mínima de trensDe acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), ontem, foi registrada movimentação de 57 mil passageiros no pico da manhã, entre as 5h20 e as 8h30, o que corresponde a 88% da demanda normal nos dias úteis no mesmo horário
Vinte e um trens rodaram durante a manhã com intervalos de quatro a sete minutos, como acontece em períodos quando os funcionários não estão em greve.

Graças a uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho, todas as estações devem funcionar normalmente em dias de semana nos dois horários de pico da manhã e da noiteAos sábados, o serviço deve funcionar normalmente, com capacidade máxima, das 5h30 às 9hEstá marcada audiência entre o sindicato da categoria e a CBTU para segunda-feira, quando as negociações podem ser abertasSegundo o sindicato, os metroviários querem reajuste de 5,74%, além de outros benefícios para a categoria.