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Estado de Minas

Trabalhadores de Contagem comemoram o 1º de maio na Missa dos Operários


postado em 01/05/2012 16:31 / atualizado em 01/05/2012 16:50

Em Contagem, operários participram de missa e fizeram protesto por melhores condições de trabalho(foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)
Em Contagem, operários participram de missa e fizeram protesto por melhores condições de trabalho (foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)
Metalúrgicos, bancários, eletricistas, aposentados, professores, entre 4 mil pessoas, se reuniram pela fé e a esperança de dias melhores na tradicional Missa dos Operários, na Praça Antônio Mourão Guimarães, aPraça da Cemig, em Contagem. A celebração, que ocorre há 36 anos, em honra a São José dos Operários, pai de Jesus Cristo, foi marcada pela benção das carteiras de trabalho e por reivindicações de movimentos sindicais.

As entidades de classe também protestaram principalmente pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. Além dos protestos, o Dia do Trabalhador contou com diversas demonstrações de agradecimento e fé. No palco, além do bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom Luiz Gonzaga Fechio, outros 40 padres reforçaram a corrente de orações.

A instrutora Eliana Braga, de 50 anos, pediu por mais igualdade. "Desejo mais Justiça, dignidade para os mais pobres, cidadania e melhor divisão de renda no país", contou. Os votos eram parecidos com os do aposentado Valdemir Batista Oliveira, de 65, com cartaz de protesto em mãos. "1º de Maio é o dia de lutarmos contra as injustiças. Além de renovar a fé em Deus, viemos pedir por mudanças na sociedade, por menos desigualdade e corrupção."

Origem

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, durante um Congresso Socialista, em Paris. A data homenageia a greve geral de 1º de Maio de 1886, que ocorreu em Chicago, na época, principal centro industrial dos Estados Unidos. Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. A repressão ao movimento foi dura, com prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia. No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em setembro de 1924 por um decreto do então presidente Artur Bernardes.


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