A recepcionista Jaisa Amorim de Queiroga, de 28 anos, prestou ontem seu primeiro depoimento relacionado ao caso do empresário Djalma Brugnara Veloso, de 49 anos, cujo corpo foi encontrado em 3 de fevereiro num dos quartos do motel em que ela trabalha, na BR-356, Bairro Olhos D’água, no Barreiro, na capital
A polêmica em torno da morte do empresário, que na madrugada de 2 de fevereiro assassinou a facadas sua mulher, a procuradora federal Ana Alice Moreira Melo, de 35, reacendeu esta semanaO promotor Francisco de Assis Santiago, do 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, afirmou que faria novas apurações do casoDe acordo com ele, surgiram algumas dúvidas em relação ao inquérito policial, que concluiu que Djalma se matou com uma facaA informação de que ele teria entrado no motel em companhia de uma mulher loira chamou a atenção do promotor.
Jaisa Queiroga, que trabalhou na madrugada de ontem no motel, contou que foi surpreendida pela manhã com a intimação para prestar declarações no Departamento de Investigações“Fui ao DI e reafirmei o que já havia dito: o cliente estava sozinho em seu carro quando deu entrada no motel.” Segundo Jaisa, o corpo de Djalma foi encontrado quase 20 horas depois que ele se hospedou no estabelecimento“Já tinha largado serviço e estava em casa, de folgaQuando acharam o corpo me ligaram para saber informações e queriam que eu retornasse ao localComo não tinha condução, um policial ficou de ir me buscar, o que não ocorreu”, explicou a recepcionista que depois de 49 dias prestou um depoimento oficial.
O delegado Wagner Pinto, chefe da Divisão de Crimes contra a Vida (DCcV), disse ontem à noite que desconhecia o depoimento da recepcionistaDe acordo com ele, o caso está sob responsabilidade de seu colega da Delegacia de Homicídios do Barreiro, Felipe Sales, que não foi encontrado para falar
Segundo as investigações policiais, Djalma Brugnara assassinou a mulher na mansão do casal, no Residencial Villa Alpina, em Nova Lima, na Grande BHDurante a agressão, a babá que cuida dos dois filhos do casal, de 3 e 7 anos, levou as crianças para o banheiro Djalma fugiu em direção ao motel, onde seu corpo foi encontrado na madrugada do dia seguinte com 28 perfurações feitas com a mesma faca usada para matar a procuradora.