O ex-guarda municipal Anderson Lúcio da Silva, de 32 anos, acusado de assassinar a ex-sogra e de atirar na ex-namorada, em dezembro de 2007, vai ter um novo julgamentoEle chegou a ser condenado a 18 anos e oito meses de prisão, 14 anos pelo homicídio qualificado e outros 4 anos e oito meses por tentativa de homicídio qualificadoA Justiça manteve a condenação pelo assassinato, mas anulou a pena por tentativa de homicídio por entender que o Conselho de Sentença do Júri desconsiderou indevidamente o instituto do “arrependimento eficaz”, quando a pessoa, depois de executar o crime, desenvolve nova atividade impedindo a produção do resultado.
No dia do crime, o ex-guarda, após fazer várias ameaças pulou o muro da casa da ex-namorada armadoA mãe da jornalista Tatiana Alves, de 28 anos, Maria Auxiliadora Alves Pereira, de 42, foi baleada e morreu ao tentar defender a filhaAnderson ainda disparou contra a jovem e depois deu dois tiros na própria barrigaO próprio invasor foi quem acionou a polícia
Ao sair da casa o acusado, segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) ligou para a irmã dele com o objetivo de providenciar socorro à vítima, que foi atendida pela equipe médicaPara o desembargador Delmival de Almeida Campos, que julgou o recurso da defesa, a prova é totalmente contrária ao que foi decidido pelos juradosCom esses argumentos, ele decidiu por mais um julgamento para julgar o crime praticado contra Tatiane AlvesO novo julgamento ainda não tem data definida
A jornalista foi surpreendida pela decisão