O caso foi descoberto em 2006 depois que um dos pacientes do médico o denunciou ao Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG)Segundo a denúncia, Rimmel teria feito do hospital público federal seu ambiente particular de trabalho, realizando consultas e fazendo exames de pacientes particulares que lhe pagavam diretamente quantias em dinheiro para não terem que esperar tanto tempo na fila
Nas investigações foram encontradas diversos documentos que comprovam a cobrança feita para pelo menos sete pacientes A situação do médico agravou ainda mais depois que o diretor clínico do hospital afirmou que a função do profissional não envolvia a realização de consultas, já que ele era lotado no Setor de Eletrocardiografia e EcocardigrafiaEle apenas podia redigir os laudos dos exames realizados no local.
Para condenar o médico, o juiz argumentou que Rimmel cometeu o crime motivado pelo lucro fácil, já que não precisava de cometer o crime para sobreviverAo fixar a pena, o magistrado considerou o agravante do crime ter sido praticado contra pessoas enfermas, “pessoas pobres, padecendo de doenças e por isso em situação de maior fragilidade, facilmente levadas a sucumbir diante da solicitação de propina”
O médico terá de pagar 300 duas-multa, com o dia-multa fixado em metade do valor do salário mínimo vigente na época em que aconteceu os fatos