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Estado de Minas

Jovem morto em Diamantina tem histórico familiar de problemas cardíacos

Causa da morte declarada foi parada cardiorrespiratória e há suspeita de que o estudante de 20 anos tenho sido vítima de uma overdose de drogas


postado em 20/02/2012 14:53 / atualizado em 20/02/2012 15:27

Em coletiva concedida na tarde desta segunda-feira, o delegado regional da Polícia Civil em Diamantina, Carlos Capistrano, afirmou que somente o exame toxicológico poderá apontar se o jovem Hugo Reis Lamounier, de 20 anos, morreu mesmo de overdose de drogas. Os resultados só ficarão prontos nas próximas semanas. É considerada a hipótese de que ele tenha sido vítima de um mal súbito, pois haveria histórico de problemas cardíacos na família dele.

Segundo o delegado, os pais de Hugo, José Miguel dos Reis Lamounier e Luciana Lamounier foram ouvidos nesse domingo. Eles relataram ao investigador que há vários casos de cardiopatia na família. Também foram ouvidos dois amigos do jovem que estavam com ele na república onde passou mal. Carlos Capistrano disse que ambos os jovens afirmaram que o amigo não consumiu nenhum tipo de droga ilícita e que aparentava estar saudável.

A reportagem teve acesso a parte do inquérito policial instaurado para investigar as circunstâncias da morte de Hugo e identificou que em um laudo preliminar do IML havia relato de “consumo excessivo de drogas”. No entanto, o delegado garantiu que esta informação não é oficial, constando como dados das informações apresentadas à equipe médica que socorreu o jovem.

Hugo passou mal na república, localizada na Rua Macau de Baixo, 249, no Centro de Diamantina. Ele foi levado por funcionários da secretaria municipal de saúde para o Pronto-Atendimento Santa Isabel, que pertence à Santa Casa da cidade. Lá, a equipe tentou reanimá-lo por mais de meia hora, mas ele não reagiu. Ele já teria dado entrada na unidade sem apresentar sinais vitais. A causa da morte declarada foi parada cardiorrespiratória.

No IML, foram recolhidas amostras de sangue, dos rins e do estômago de Hugo, que foram enviadas para o IML de Belo Horizonte, onde serão feitos exames toxicológicos. O corpo do jovem foi liberado à família ainda nessa segunda-feira e, no mesmo dia, o corpo foi trazido para a capital por uma funerária.

Os 25 jovens, sendo 22 homens e três mulheres, que estavam hospedados na mesma república que Hugo deixaram o casarão, sensibilizados com o ocorrido. O caso causou grande comoção entre as famílias vizinhas à república e aos jovens hospedados em casarões da mesma rua.


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