Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas, corre risco de uma epidemia, ao registrar em janeiro índice de infestação de 11,4% dos imóveis no último Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa), 7,4% a mais do que o percentual de 2011. O índice acima de 3,9% é considerado pelo Ministério da Saúde situação de alto risco. Diante do perigo de surto da doença, a cidade decretou guerra ao mosquito, adotando ações de prevenção.
A coodenadora ressaltou que em janeiro o município recebeu apoio da força-tarefa da Gerência Regional de Saúde, que passou com o fumacê pelas ruas da cidade e orientou a população. O objetivo é evitar um novo surto em Bom Despacho, como o que ocorreu no fim de 2009 e início de 2010, quando foram registrados mais de 4 mil casos da doença e três mortes. “Nessa época, o Liraa na cidade ficou em torno de 7,4%”, contou.
O levantamento analisou 20% dos 21.260 imóveis da cidade. Desse total, 11,4% apresentavam focos do mosquito. Neide Lopes informou que a maior preocupação é que o tipo 4 da doença chegue ao município. “Já tivemos até dengue do tipo 3 e não queremos que a doença se espalhe e que esse novo tipo de vírus atinja a população”, acrescentou.
Dores do Indaiá
Outro município do Centro-Oeste de Minas que apresentou aumento no índice de infestação do mosquito foi Dores do Indaiá. O percentual, que no ano passado foi de 2,2%, saltou para 7%. A coordenadora municipal de Epidemiologia, Núbia Fernanda da Silva, disse que o índice surpreendeu os profissionais. “Não esperávamos esse aumento e não sabemos como esse índice chegou a 7%”, afirmouse.
Núbia Silva informou que os focos foram encontrados principalmente em casas. Desde então, a prefeitura faz alertas nos meios de comunicação e promove blitz educativa. Apesar do aumento no Liraa, nenhum caso da doença foi registrado neste ano.“Estamos com 10 agentes percorrendo a cidade para orientar a população”, disse.
