
O principal suspeito do crime, ex-marido da vítima, o empresário Djalma Brugnara Veloso, de 49 anos, foi encontrado morto no fim da noite de quinta no Motel Capri, localizado às margens da BR-356, no Bairro Olhos D’água, Região Oeste de Belo Horizonte. O corpo dele tinha, pelo menos, seis perfurações provocadas por uma faca. Para a polícia, as evidências indicam que ele cometeu suicídio.
A delegada responsável pelas investigações, Renata Fagundes, informou nesta manhã que pode declarar impossibilidade de punição devido a morte do suspeito. “O inquérito foi instaurado, vamos dar continuidade ouvindo outras testemunhas. Vamos juntar o laudo da morte de Djalma e vai ser requirida a extinção de punibilidade do agente”, disse.
Entenda o caso
Na noite de quarta-feira, o empresário chegou à mansão no Residencial Villa Alpina, por volta de 20h30, e deixou o local às 4h desta quinta. Na madrugada, houve uma discussão entre o casal. Durante a a briga, a babá que cuida dos dois filhos deles, de 3 e 7 anos, levou as crianças para o banheiro.
A empregada relatou à PM que escutou muita gritaria. Pouco tempo depois, a funcionária deixou o banheiro e encontrou Ana Alice morta, com várias perfurações de faca no corpo.
A crise
» O casal se conheceu há 19 anos, quando ela tinha 16, e estava casado havia 13.
» Ana Alice relatou ter descoberto, há três anos, que Djalma a traía
» Há um ano, segundo a mulher, o empresário saiu de casa dizendo que ia viajar. Passou um mês fora, sem informar o paradeiro
» Em 22 de janeiro, Djalma teve uma crise de ciúmes e agrediu a mulher verbalmente, quebrando objetos pessoais dela. Ele também teria esquentado água no micro-ondas e atirado contra Ana Alice, segundo relatou a vítima
» Em 24 de janeiro, acreditando que a situação atingira um limite insuportável, Ana Alice prestou queixa contra o marido na Delegacia de Nova Lima
» No dia seguinte, o juiz Juarez Morais de Azevedo decretou medidas protetivas em favor da advogada
» Na quarta-feira, Djalma recebeu de um oficial de Justiça as determinações do juiz
» No mesmo dia, o juiz ampliava as medidas protetivas, a pedido do advogado da vítima, que as considerou insuficientes. A notificação seria entregue na manhã de ontem
