Durante uma vistoria do Ministério do Trabalho e da Polícia Federal, 39 trabalhadores foram encontrados em condições degradantes de trabalho e cerceamento da liberdadeEles haviam sido recrutadas pelo empregado do fazendeiro, J.D.L.S, em Barreiras, no interior da Bahia, com a promessa de boas condições de trabalho e remuneração
Quando chegaram na fazenda, os trabalhadores foram surpreendidos pelas péssimas condições oferecidasO local usado como alojamento coletivo antes servia de chiqueiroA edificação estava em péssimo estado de higiene e conservação, além sem ventilação e com instalações sanitárias insalubres
De acordo com a denúncia, os trabalhadores não podiam circular livremente fora da fazenda, o que impossibilitava o retorno as cidades de origem delesSegundo o MPF, o forneceu apenas o transporte de ida para a fazenda e realizava o pagamento por produção Como havia poucos grãos a serem colhidos, a remuneração ficava abaixo da prometida, o que inviabilizava a compra de passagens.
Lista suja
Durante as investigações, descobriu-se que o fazendeiro é reincidenteEle já havia sido flagrado em outra fazenda de sua propriedade, localizada no Município de São Desidério/BA, pelos mesmos crimes O próprio, segundo o MPF, confirmou já ter respondido a diversas ações civis públicas devido às autuações realizadas na Bahia.
A pena para o crime de redução à condição análoga à de escravo varia de dois a oito anos de prisão
Os nomes do fazendeiro e do funcionário dele, não foram divulgados.