A subsecretária de Promoção da Qualidade e Integração do Sistema de Defesa Social de Minas Gerais, Geórgia Ribeiro, deixou o cargo nesta sexta-feira
A saída da subsecretária coincidiu com o assassinato de um policial civil, morto durante uma operação policial realizada na tarde desta sexta-feira em Contagem, na Grande Belo HorizonteAlém disso, na noite do último domingo um sargento da PM foi executado a tiros por policiais civis na porta de um clube em Esmeraldas, na Grande Belo HorizonteLafayete Andrada negou que os dois casos tenham relação com a saída de Geórgia e garantiu que não há qualquer crise entre a PM e a Polícia Civil.
O cargo, um dos cargos mais importantes dentro do sistema de defesa social de Minas Gerais, passará a ser ocupado, segundo o secretário, pelo atual superintendente de Análise de Integração e Avaliação das Informações de Defesa Civil, Frederico César do CarmoA exoneração de Geórgia deverá ser publicada na próxima edição do Imprensa Oficial de Minas Gerais, o diário oficial do estado.
Conforme mostrou reportagem do Estado de Minas publicada nesta sexta-feira, o governador Antonio Anastasia (PSDB) prepara mudanças na secretaria responsável pela segurança do estado principalmente por conta das dificuldades na integração das duas polícias.
(Com informações de Guilherme Paranaíba)
Policiais assassinados
Durante uma operação realizada nesta tarde na Vila São Paulo, em Contagem, Grande BH, um detetive da Polícia Civil que estava à paisana e não usava colete à prova de balas foi baleado e morreu durante uma troca de tiros entre os agentes da polícia e supostos integrantes de uma quadrilha de tráfico de drogasQuatro suspeitos foram presosAlém do policial, um suspeito de envolvimento com a quadrilha também foi morto.
No último domingo, um sargento do Grupamento de Ações Táticas (Gate) da Polícia Militar foi morto a tiros por policiais civis na porta de um clube em Esmeraldas, na Grande Belo HorizonteO confronto teria ocorrido entre o militar e quatro policiais civis.
Os policiais civis alegaram legítima defesa, o que é contestado pela Polícia MilitarEntidades de Classe dos Militares Estaduais vão se encontrar com o procurador-geral da Justiça, na próxima quarta-feira, para pedir que um promotor acompanhe as investigações.