Jornal Estado de Minas

Procurador-geral de BH quer adiantar demolição de prédio no Bairro Buritis

A Justiça havia dado um prazo de 10 dias para a Pódium Engenharia demolir o imóvel, porém para o procurador o tempo é muito extenso e o imóvel pode cair a qualquer momento. A construtora acha que o tempo é curto

João Henrique do Vale

- Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A.Press

 

O Procurador-geral do município de Belo Horizonte, Marco Antônio Rezende, entrou com uma liminar na Justiça para reformular o pedido de demolição do Edifício Art de Vivre, situado na Rua Laura Soares Carneiro, no Bairro Buritis, Região Oeste da capital, onde um edifício desabou nessa terça-feiraNa manhã desta quarta-feira, o juiz da 4ª Vara Municipal de Belo Horizonte, Renato Luís Dresch, atendeu o pedido da procuradoria e determinou que o prédio seja demolido pela Pódium Engenharia, responsável pelo imóvel, em um prazo de 10 diasO procurador quer que esse tempo para por abaixo o prédio seja diminuído, pois a estrutura pode ruir a qualquer momento

“O laudo da defesa civil aponta que a situação do Art de Vivre agravou com a queda do Edifício Vale dos Buritis, então em razão disso, a liminar do juiz dando 10 dias a gente acha que não será suficiente, pois a queda pode se dar a qualquer momento”, afirmou o procuradorNa liminar, a prefeitura também pede que caso a construtora não faça o serviço nesse prazo menor, que a responsabilidade passe para a PBH“A Justiça depois pode cobrar de quem for responsável pela obra”, afirma Marco Antônio Rezende

A demolição promete ser um imbróglioIsso porque a Pódium Engenharia afirmou que em um prazo de 10 dias não é possível fazer o serviçoDe acordo com a assessoria da empresa, um recurso será impetrado para reverter a decisãoA alegação é de que o prazo é curto e não daria tempo para fazer uma avalização correta para uma possível demolição do prédio

Ainda segundo a assessoria de imprensa da empresa, a Pódium Engenharia não concorda com a decisão de ser a única responsável pela demolição, já que a Justiça, no caso do Vale dos Buritis, definiu que a PBH seria a única responsável pela demolição

Para a empresa, a decisão foi uma ação impositiva e rápida na tentativa de ganhar o tempo perdido

Retirada à força

Os moradores que ainda resistem em ficar em imóveis que podem ser atingidos pelos destroços podem ser retirados à forçaSegundo o procurador-geral do município, na ação impetrada hoje foi pedido que até a polícia seja usada caso seja preciso“Como há resistência das pessoas cujas casas podem ser atingidas pela queda deste prédio,
estamos pedindo, se necessário, usar força policial para fazer a retirada”, disse o procurador.

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Com informações de Paola Carvalho