Cantando o Hino Nacional brasileiro, amparado pelo neto, o senhor Jorge Lourenço de Freitas, já com seus 90 anos, se emocionou nesse domingoJorge, veterano da Segunda Guerra Mundial, foi um dos participantes da reinauguração do Museu da Força Expedicionária Brasileira (FEB), localizado na Avenida Francisco Sales, no Bairro FlorestaO espaço ficou fechado para reforma da infraestrutura durante quatro mesesO acervo de equipamentos e objetos, usados durante a guerra, ganhou novas acomodações para melhorar a sua exposição e o circuito de visitação foi remodeladoAgora, o museu será incluído no roteiro cultural da Prefeitura de Belo Horizonte.
A cerimônia contou com a participação do prefeito Marcio Lacerda, que enfatizou a importância do respeito ao passado para a construção de uma identidade nacional“O país que não conhece sua história está condenado a cometer muitos erros”, ressaltou LacerdaEle também revelou que os professores da capital mineira estão em um processo de capacitação para aprimoramento do ensino cultural aos estudantes“O museu tem um papel importante nesse processo de formação de crianças e adolescentes”, explicou o prefeito.
Marcos Renault, vice-presidente da Associação dos Veteranos da FEB, disse esperar por mais visitantes no museu em 2012No próximo ano, a associação pretende ainda inaugurar dois monumentos em frente ao espaço cultural: uma estátua de um pracinha e um canhão.
A banda de música da 4ª Região Militar deu o tom da homenagem aos ex-combatentes presentes que a plenos pulmões cantavam cada verso das marchasO pracinha Jorge Freitas era, sem dúvida, um dos mais emocionadosQuando ele tinha “20 e poucos anos”, como ele mesmo conta, partiu para a guerra na Itália
Visitantes Quem ainda não conhecia o espaço cultural viu na reinauguração uma oportunidade de uma programação cultural em famíliaO metroviário Edilson Romer de Faria levou a esposa Maria das Graças Pereira e o filho Cauã, de 8 anos, para um passeio pela história no museu da FEB“Apesar de não termos relação direta com o Exército, tenho um amigo que teve um avô que foi para a guerra e nos interessamos pelo assunto”, esclareceu EdilsonMaria das Graças, por sua vez, revelou que Cauã é uma criança apaixonada por jogos de ação, daí o seu fascínio por armas.
A médica-veterinária Lívia Noronha Turinho estreou como visitante no museu e gostou do que viu: “É importante expor e valorizar essa parte da história, porque muita gente não a conhece”, disseLívia conta que o que mais lhe chamou a atenção no acervo do local foram os panfletos dos alemães que usavam da ironia para persuadir as pessoas, além das granadas e dos morteiros
Serviço
Museu da FEB
Avenida Francisco Sales, 199,
Floresta, Belo Horizonte.
Horário de visitação, com entrada franca, de segunda a sexta, das 13h30 às 17h.
Informações: (31) 3224-9891
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Saiba mais
Os combatentes
A Segunda Guerra Mundial começou em 1939 e terminou em 1945Em 1944, Getúlio Vargas autorizou que tropas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) fossem enviadas à Itália para integrar as forças aliadas contra o nazi-fascismoOs soldados veteranos participaram de importantes batalhas, como a tomada de Monte Castelo, reduto defendido pelos inimigosOs pracinhas eram soldados que estavam na linha de frente dos confrontos