Apesar dos problemas, sobram exemplos de quem considera a Abílio Machado um “paraíso”O elogio é do comerciante João Luís Filho, de 52 anos, que trabalha na região e aproveita os fins de semana para encontrar os amigos na avenida“Esse ano, não me lembro de ter ido ao Centro de BH nem duas vezesResolvo tudo na Abílio MachadoVou ao banco, faço compras, consulto médicos e não posso reclamar de confusãoPara mim, o bairro todo é tranquilo e de gente carismática”, afirma, ao lado do irmão Antônio de Castro, de 59, e do cunhado Leonardo César Vieira, de 26.
A família da assistente administrativa Elen Oliveira também não tem do que se queixar
Oito fiscais apenas
A Prefeitura de Belo Horizonte reconhece a complexidade da situação na Abílio Machado e lamenta ter apenas oito fiscais para cuidar da áreaApesar disso, promete intensificar os trabalhos a partir desta semana“No fim de ano, vamos aumentar a fiscalização para coibir irregularidadesOs principais problemas que constatamos no local são comércio ambulante, estacionamento irregular, exposição de mercadoria na calçada e propaganda ilegalEsses casos trazem desconforto e insegurança para a população, por isso vamos dobrar o esforço dos agentes”, explicou ontem à tarde o secretário-adjunto da Regional Noroeste de BH, Nildo Taroni.
Ele ainda lamentou o fato de a obra de requalificação da Avenida Abílio Machado ter ficado de fora do Orçamento Participativo (OP) Digital 2011Na votação, que foi encerrada às 23h59 de ontem, as melhorias da via estavam em quarto lugar, com 14% do votos (percentual apurado até o fim da tarde)“Seria possível fazer melhorias de estacionamento, mudar a sinalização e outras intervenções com investimentos de R$ 5 milhões