“Essa falta de educação é uma questão culturalO trânsito é um reflexo da própria sociedade, que não respeita o próximoQuando há punição, porém, a reincidência é quase nulaIsso porque dói no bolso e porque o motorista perde seu direito de dirigir por até 365 diasEstamos fazendo mutirões justamente para dar uma resposta rápida, embora tenhamos até cinco anos para abrir um processo administrativoPedagogicamente, funciona melhor se o motorista for punido logo”, acredita a delegada.
Em 2010, 3.700 processos foram instaurados contra motoristas que ultrapassaram os limites de 20 pontos no período de um ano, a contar da primeira infração
Nem mesmo a possibilidade de levar uma multa intimidou o aposentado Osvaldo Pereira, de 70 anosOntem, ele parou no ponto de táxi em frente ao shopping na Avenida Olegário Maciel, no Bairro de Lourdes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, e foi arredando, arredando, até ser o terceiro da filaSó saiu do local quando abordado pela reportagemA desculpa estava na ponta da língua: “Estou esperando uma pessoa que entrou no shopping, mas tenho que sair agora porque estou em lugar errado”Poucos minutos depois, lá estava o senhor Osvaldo de novo, em lugar errado, logo depois da placa de “proibido parar e estacionar” e a centímetros da entrada da garagem do centro comercial“É muito difícil estacionar em Belo HorizonteNão tem vaga para lado nenhum”, disse o morador do Espírito Santo
Táxis
Na praça há 20 anos, o taxista Nilton Nogueira, de 54 anos, diz que a infração é rotineira
Na Avenida Silva Lobo, no Bairro Grajaú, na Região Oeste, o entregador Valdemar Gomes da Silva disse que só lhe resta “dar um jeitinho” para conseguir deixar as mercadorias nas lojasE isso inclui até mesmo parar a Ducato em local proibido“A gente tenta parar mais perto, dar uma volta e parar de novo, pois faltam estacionamentos para carga e descargaNo Centro da cidade é a mesma coisa.”